* O que acontece em Poços de Caldas na aprovação de projetos de leis que buscam flexibilizar medidas restritivas adotadas na pandemia por decretos estaduais, não é diferente do que vem se repetindo em outras cidades onde projetos deste tipo, como a inclusão das atividades física e do ensino fundamental e infantil, vem sendo definidos como essenciais para liberá-los mesmo o município estando na onda roxa ou vermelha. A decisão do STF que reconhece como sendo também competência de prefeitos legislar sobre a matéria é que vem causando toda essa confusão e em muitos casos até jogando prefeitos e vereadores contra o governador.

* Ontem o prefeito Sérgio Azevedo sancionou o projeto de lei de iniciativa dos vereadores que torna o ensino fundamental e infantil como essencial, liberando a volta às aulas pelo sistema presencial. Nas redes sociais, um vídeo onde o prefeito informa ter sancionado o projeto, mais de uma centena de comentários comprovam a polêmica em torno da medida. As opiniões são divididas e a maioria se mostra contra a iniciativa sem a vacinação dos professores, distanciamento e adequação das unidades de ensino para receber os alunos.

* No caso da vacinação contra a Covid-19, milhares de idosos deixaram de tomar a segunda dose, e por aqui a situação não é diferente segundo informa o comitê que gerencia a pandemia do coronavírus. Em algumas cidades os agentes de saúde estão indo até mesmo na residência dos “fujões”, para alertá-los de que sem a segunda dose da vacina a imunização não elimina o risco de contágio.

* No mês passado, o Ministério da Saúde orientou o uso de todas as doses da CoronaVac. Só que agora o Instituto Butantan não tem recebido IFA suficiente para a produção de mais vacinas, resultando em atraso na fabricação do imunizante. Foi o que disse ontem o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O município que utilizou o estoque de vacinas na aplicação da primeira dose agora terá dificuldade com o atraso na chegada das segundas doses.

* Felizmente, Poços de Caldas não aderiu a essa prática e tem reservada vacinas suficientes para aplicação em todos aqueles que já receberam a primeira dose dentro do prazo orientado pelo Instituto Butantan, fabricante da Coronavac, informação confirmada pelo secretário de comunicação, Paulo Ney.