Blog – Tem ainda a questão tributária, que em outros mandatos você esteve envolvida.

Regina – Não podemos esquecer a questão tributária. Por que eu sou apegada a isso? Porque sem recurso você não consegue fazer. Sou extremamente municipalista, a favor do pacto federativo, acho que o município tem que ser forte, porque é no município que as coisas acontecem, não é só em Brasília, em Belo Horizonte, então temos que ter recursos para atender as inúmeras demandas nas coisas que são essenciais, como saúde, segurança, educação, infraestrutura. E para isso o município tem que fazer seu dever de casa. Emenda é conceitual, porque pode estar na emenda e não se existir recursos. Passa-se o chapéu no Estado, passe-se o chapéu na União e nosso dever de casa? Nós estamos fazendo? Para se ter uma idéia já é lei e está sendo contestado pelas operadoras a questão do percentual sobre gastos com cartão de crédito de que 5% do que for gerado no município fica no município.não vá para a central da operadora. Isso não é justo com o município.

Blog – Essas reivindicações suas na área tributária são antigas. O que deu errado?

Regina – Tem coisas que você tem que ter a vontade política de fazer, porque não são fáceis, são coisas difíceis, que dão trabalho. Por exemplo, contratar uma assessoria, com licitação, é claro, dentro das normas, para resgatar aquilo que é nosso. Você pode ter acesso sobre leasing que é celebrado na cidade, a CEFEM, que eu fiz um projeto em que o município poderia ajudar a fiscalizar e que eu fui buscar em Itabirito, foi sancionado, mas  está na gaveta. Em 2019 a própria Agência Nacional de Mineração andou dizendo que o município tem que fiscalizar, mas temos que ter uma equipe técnica especializada, então eu fiz um requerimento falando da nova lei para preparar a equipe técnica. Hoje o que se observa é cabrito vigiando horta, porque quem preenche as guias não é o município. Eu sou a favor das mineradoras, quando elas dizem que estão tremendamente taxadas, eu não sou contra elas, eu sou a favor da CEFEM, que é constitucional, legal, está na nossa Carta Magna só uma questão de justiça tributária para justiça social. Eu vou carregar isto até o fim.

Blog – Você tem alguma pretensão política para 2023?

Regina – Nesta fase agora eu estou preocupada em retomar o meu caminho aqui na Câmara. De verdade! Estou fazendo meu trabalho com bastante afinco, não tem isso de eu tenho que ser, sempre foi uma coisa natural. Se acontecer lá na frente, ok, se não der ok e isso é amadurecimento político. Se for para ser, vai ser algo natural, não que eu force. Quem não gostaria de ser prefeita de uma cidade dessa? Quem não gostaria de ser deputado federal representando uma cidade dessa? Quem disser que não gostaria está sendo mentiroso. Eu gostaria.

Blog – O que não podemos é ficar sem deputado, certo?

Regina – Isso é o que eu venho dizendo e, as vezes, até as pessoas brincam dizendo que estou fazendo campanha. Mas não é. Quem ama Poços de Caldas, como eu amo, quem tem compromisso com a cidade, como eu tenho, tem que cobrar, porque não podemos mais ficar sem deputado federal e estadual. Já chegamos, anos atrás, a ter dois federais e dois estaduais, agora estamos indo para o quarto mandato sem nenhum. Pelo que estou vendo, de novo, não existe compromisso com a cidade. Outra coisa que é inadmissível é que alguns querem ser candidatos para fazer o nome, para depois tentar a prefeitura, isso é uma total falta de respeito com a cidade. Você quer ser candidato a prefeito? Então espere 2024