* Pelo que presenciamos na última sessão ordinária da Câmara e até mesmo em sessões anteriores, está na hora de o vereador Roberto Santos (Republicanos), dar início a tarefa que lhe cabe como corregedor do legislativo municipal. Várias foram as vezes em que vereadores, em especial Tiago Braz e Diney Lennon faltaram com o decoro parlamentar, merecendo uma reprimenda, mesmo que seja verbal, por parte do corregedor, antes que de a coisa descambar de vez.

* Por falar no corregedor, Roberto Santos defendeu o prefeito Sérgio na reunião de terça-feira, afirmando que o chefe do executivo foi injustamente criticado por ter ido almoçar em um bar e que não viu nenhuma aglomeração, que justificasse o vídeo postado nas redes sociais.

* Pois bem, o que deu credibilidade ao vídeo e que resultou em repercussão em veículos de repercussão regional e até nacional, como foi o caso da Globo/EPTV, foi o fato de logo que o prefeito saiu o estabelecimento ter sido autuado pela fiscalização exatamente por ter permitido aglomeração e a presença de pessoas sem máscaras, como foi o caso de alguns secretários que estavam com o prefeito.

* Se o vereador entende que não ocorreu aglomeração, tem por obrigação apresentar na próxima reunião da Câmara uma denúncia pelo fato de os fiscais terem agido de forma arbitrária ao lavrar a multa no valor de R$ 6 mil reais contra o proprietário do estabelecimento por uma aglomeração que não existiu. Ou não?

* O turismo acumulou um prejuízo de R$ 21,6 bilhões em Minas e ainda fechou 57 mil postos de trabalho no ano passado, segundo dados da Confederação Nacional de Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo reportagem divulgada pelo jornal O Tempo, com o abre e fecha decretado pelo governo Zema, quatro em cada cinco empresários do ramo do turismo estão endividados e muitos inclusive não conseguirão reabrir seus negócios. Por aqui a situação não é diferente.

* Algumas pessoas que acompanham os trabalhos do Poder Legislativo e que estavam confiantes de que nesta legislatura os novos vereadores demonstravam empenho em recuperar o prestígio da Câmara, diante dos últimos acontecimentos começam a se preocupar que isso possa não acontecer e até lembram o ditado popular que “não existe nada tão ruim que não possa piorar”. Tomara que não.

* Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, a pandemia vai causar este ano uma perda de R$ 2 bilhões para o estado de Minas Gerais. Deste total, 884 milhões seriam repassados para as maiores cidades mineiras. Além do repasse menor, as prefeituras ainda terão redução considerável na arrecadação de receitas próprias, como o IPTU e o ISS. Se a crise financeira na prefeitura de Poços já é grave e o município está sem a Certidão Negativa de Débitos faz um bom tempo, com a queda na arrecadação a situação ficará ainda mais grave.

 

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