Vereadores discutem uso de sacolas plásticas

A Câmara de Poços realizou, na última quarta-feira uma audiência pública para discutir o tema “Sacolas plásticas: plásticos de um único uso e os problemas que acarretam ao meio ambiente”. O debate foi proposto pela vereadora Lígia Podestá (DEM), através de requerimento aprovado pelos demais vereadores.

O evento contou com a presença do secretário municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente Tiago Cavelagna, da procuradora do município Dra. Weruska Mello Bócoli, da assessora jurídica do Procon Dra. Fernanda Soares, da engenheira ambiental e professora do Instituto Federal do Sul de Minas Marielle Rezende de Andrade e da professora da Puc Minas Poços de Caldas Maria Teresa Mariano Miguel. Além de assuntos envolvendo a poluição e contaminação das águas e do solo e a conscientização a respeito do uso indiscriminado das sacolas e plásticos em geral, a audiência discutiu o projeto de lei n. 65/2018, que proíbe a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas descartáveis a consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais. A proposta é também de autoria da vereadora Lígia e está em análise pelas comissões do Legislativo.

No início da audiência, a vereadora pontuou algumas questões referentes ao tema, enfatizando que a sociedade precisa enfrentar essa realidade, ou seja, o consumo excessivo do plástico. “Temos notícia que até 2021 a Europa acabará com o consumo dos plásticos de um único uso, as sacolas, talheres, copos, canudos, hastes flexíveis, por exemplo. No Brasil, Fernando de Noronha, no ano passado, já aboliu esses plásticos e algumas cidades brasileiras já aboliram sacolas e canudos. Então, o objetivo é apontar caminhos para que Poços de Caldas mude seus hábitos também. Nós precisamos ter uma preocupação especial em nosso município, pois somos agraciados com uma natureza abundante, com uma serra belíssima, com água abundante e águas sulfurosas, e devemos cuidar desse patrimônio que possuímos”, ressaltou.

A parlamentar destacou, ainda, que a poluição dos mares por plásticos, em âmbito mundial, é assustadora, bem como a quantidade de animais mortos por ingerirem plásticos. “É igualmente assustadora a poluição por plástico e microplástico no solo, nas águas doces e, mais absurdo ainda, é saber que há microplástico já na cadeia alimentar humana. Precisamos pensar em alternativas para substituirmos o uso indiscriminado do plástico, precisamos despertar uma consciência ecológica, precisamos que a população se sensibilize e não pense apenas na praticidade que o plástico traz à vida de cada um, mas que pense na coletividade, nas futuras gerações, no meio ambiente como um todo. Será necessário uma mudança de hábitos, mas essa não precisa ser sofrida”, afirmou.

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