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Diney Lenon lembrou na sessão de ontem que foi um dos vereadores que votaram contra o subsídio para a Circullare, porque no seu entendimento, naquele momento, não caberia ao legislativo aprovar um subsídio para um contrato ilegal, e que seu voto foi baseado em um parecer do Ministério Público.

“Eu não tenho objeção ao subsídio. Eu entendo que o poder público tem responsabilidade com o transporte, a gente vive em uma sociedade pautada pelas regras de mercado e as empresas têm as suas necessidades”, avaliou.

Para Diney o preço da nova tarifa “é abusivo, caro e alguma atitude precisa ser tomada”. O vereador acredita que o prefeito deve enviar para a Câmara um projeto de subsídio nos próximos dias e que gostaria que fosse inserida na proposta que sejam restabelecidas todas as linhas do transporte coletivo. Que não faltem ônibus, nem horários, que fosse cumprida a lei municipal para o transporte de gestantes, além do meio passe dos estudantes.

“Se é para pensar uma solução para o transporte público, que seja feito o subsídio e, principalmente, que seja apresentado a esta Casa a fórmula de cálculo que nos dê garantia de que o município tem controle sob este cálculo”, defendeu Diney.

Mais discussão

O vereador Lucas Arruda solicitou a redução da passagem, a volta das linhas como era antes e o meio passe para os estudantes de todas as universidades, o que não está sendo respeitado.

“A Prefeitura que faça valer os contratos e o que a população anseia. Não dá para admitir uma tarifa neste valor e muitos bairros não sendo atendidos com o número adequado de linhas e horários”, afirmou.

O vereador Kleber cobrou a volta das linhas e dos horários, enquanto que o pastor Wilson defendeu subsídio de forma correta e legal, desde que o preço da passagem abaixasse consideravelmente. Já o vereador Wellington Paulista reconheceu a falta de linhas e horários e se colocou também favorável ao subsídio.

A vereadora Regina Cioffi disse que não acredita na volta das linhas de imediato, sem o subsídio. “A população hoje paga as gratuidades, o que não é justo com o trabalhador. Os empresários, com todas estas dificuldades que passaram, também arcam com isso. Com uma tarifa mais justa as pessoas irão utilizar mais os coletivos”, afirmou.

Regina disse que após o subsídio será preciso cobrar eficiência da empresa para que todas as linhas sejam atendidas.