A vereadora Regina Cioffi, usou a tribuna da Câmara na sessão de ontem para lembrar que existe um decreto do ano 2.000 que proibe a entrada de rejeitos radioativos em Minas Gerais, mas que este decreto está sendo considerado inconstitucional pela Procuradoria da República e Ministério Público, porque a gerência é da União.

“Não tem mais como o Estado e o município fazerem algo no sentido de evitar legalmente que esses rejeitos não venham para cá. E o que faz com que eles escolham o Planalto de Poços de Caldas ee não o depósito localizado na cidade de Itu? Isso porque temos a CNEM, que tem estrutura, laboratório e dizem que tem possui um depósito organizado. Sinceramente, se for o depósito que eu conheci, misericórdia. Agora, se eles puseram tudo em bombonas, se arrumaram tudo, mesmo assim é inadmissível. Vocês já pensaram: Planalto de Poços Caldas, incluindo nossa co-irmã Caldas, depósito final de rejeito nuclear? Isso é horrível para nós, para o turismo, para tudo”, lamentou a vereadora.

Regina disse que está de posse de todos os documentos que foram encaminhados ao prefeito de Caldas afirmando que existe aqui uma solução consagrada de engenharia para a destinação da Torta II. “Vamos estar diante de uma grande luta, de uma mobilização, união de Poços, Caldas e Andradas e quem sabe o ex-prefeito Ulisses faz alguma coisa. Sabe por que? Porque quando fizemos a reunião da Comissão das Águas e pedimos para Caldas vir com a gente, o então senhor prefeito Ulisses, não compareceu. Agora quem sabe ele levanta abandeira. O prefeito atual está se mobilizando, vereadores de lá estão preocupados e nós vamos ter que fazer uma força gigantesca”, defendeu.

A vereadora disse que a situação é grave e defendeu a realização de uma audiência pública com a participação de órgão nacional para tratar do tema.