Vereador vai acionar o MP contra uso de herbicidas

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Paulo Tadeu, fez longa explanação sobre a tramitação de um projeto de lei que veda a capina química em ruas, praças, parques, jardins, avenidas e outros logradouros em Poços de Caldas.

Segundo a narrativa, ele apresentou fez uma proposição em outubro de 2017 com este objetivo, mas a tramitação enfrentou toda a sorte de percalços na Casa Legislativa, com demoras na formalização, encaminhamentos diversos, só indo à Plenário para discussão em deliberação em 18 de dezembro de 2018.

“Assim mesmo porque consegui a ajuda de alguns vereadores para adotar um regime de urgência para a matéria”, disse.

No dia da deliberação, o então líder do Prefeito, Vereador Álvaro Cagnani, pediu que a matéria fosse retirada com o compromisso de ser votada logo no começo deste ano. “Apresentei novo projeto contra este crime ambiental e contra a saúde pública na primeira sessão de 2019 e só foi à voto no último dia 9 de julho, por força de novo pedido de urgência, após medidas visivelmente protelatórias, sob a desculpa de aumentos de gastos para o Município, cujos cálculos da Secretaria de Serviços Públicos não resistem à análise de um estudante do ensino fundamental”.

Após tanto tempo, vinte meses, foi proposta uma emenda para adoção integral da lei em 5 anos ou seja, oitenta meses após o início da tramitação, depois para 30 meses para sua vigência total.

Para o Vereador Paulo Tadeu, foram emendas “inaceitáveis”, que atendem ao interesse do Secretario Municipal de Serviços Públicos, mas não atende os interesses vitais das gestantes, idosos, crianças, animais, enfim gente flora e fauna.

“A proposta é tão absurda e dissociada do interesse público que preferi retirar novamente da discussão e deliberação para não me associar à uma autorização de atividade ilegal e criminosa contra a saúde das pessoas.”

Continuando, o vereador alertou que o uso destes herbicidas em área urbana “contaminam calçadas, bancos de jardins, carrinhos de lanches, cafés, restaurantes, bares, creches, escolas, igrejas, entre outras por ação do vento”.

O uso massivo e “irresponsável do glifosato nesta administração precisa ser detida, se a maioria dos meus pares na Câmara entendem que a vedação pode esperar mais dois, três ou cinco anos, a ANVISA não concorda. Por esta razão, na próxima semana pretendo acionar o Ministério Público, cujos integrantes são bastante ciosos de suas responsabilidades na defesa do interesse público, para que a capina química seja imediatamente suspensa em Poços de Caldas”.

Finalmente, recomenda aos “cidadãos e cidadãs de nossa cidade atuarem na defesa de sua saúde e de seus filhos, denunciando à polícia toda vez que se deparar com um servidor da prefeitura usando herbicida em obediência à ordens ilegais e criminosas”.

Fechar Menu