Um erro atrás do outro…

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais está anunciando a abertura de licitação para a construção do novo Fórum em Poços de Caldas. Sem dúvida, uma obra a muitos anos aguardada pela cidade e que agora será concretizada. Infelizmente, em local inadequado para este tipo de atividade que é o terreno localizado no Jardim Country Club, na zona oeste, doado ao Estado pela Prefeitura.

A previsão inicial era que a construção do prédio se desse em área desapropriada na segunda gestão do prefeito Sebastião Navarro, na zona sul. Para lá seria levado também o Centro Administrativo com todas as secretarias municipais funcionando no mesmo prédio. O Município desperdiçou quase cinco milhões de reais em terraplenagem e levar infraestrutura na área e a Câmara Municipal jogou pelo ralo, em área não muito distante dali, outros R$ 3 milhões na compra do projeto elaborado pelo escritório do arquiteto Oscar Niemeyer mais a desapropriação do local onde seria construída a sede do Poder Legislativo.

Na verdade nenhuma das duas áreas seria o melhor para a construção tanto de um como do outro prédio, no entanto prevaleceu a vontade política de agradar os eleitores da zona sul e garantir votos para as eleições. O mais certo seria o Município ter aceitado a oferta do empresário Moacir Carvalho Dias que ofereceu, de graça, a área onde hoje está localizada a Unifal.

Nada deu certo porque o sucessor do prefeito Navarro no comando da prefeitura, Paulinho Courominas, passou o mandato todo enrolando a ocupação da área na zona sul e depois veio o petista Eloisio Lourenço que não fez o menor esforço para o aproveitamento do local e acabou até doando para o Estado o terreno onde agora será construído o Fórum.

Na sequência de erros veio o atual prefeito que mesmo vendendo a imagem de uma administração técnica, endossou a construção do Fórum na zona oeste, concretizando a escolha equivocada. Se fossem analisadas as complicações que o Judiciário irá trazer tanto para a vizinhança como para o trânsito nas vias de acesso, principalmente na já conturbada Av. João Pinheiro, claro que o prefeito teria negado a instalação do Fórum naquele bairro.

Como esta administração se mostra incapaz até mesmo de elaborar um Plano de Mobilidade Urbana e até terceirizou o serviço para a Universidade de Itajubá e não demonstra um mínimo de esforço para aprovar o projeto de revisão do Plano Diretor, só resta a nós, moradores do setor oeste da cidade, torcer para que o movimento no Fórum, diante do avanço da tecnologia que permite a digitalização de documentos e o acompanhamento dos processos online, reduza cada vez mais o número de pessoas que necessitam se deslocar pessoalmente até a sede do Judiciário.

Aliás, olhando por este ângulo, na verdade a construção do novo prédio se torna até desnecessária, sendo mais um desperdício de dinheiro público, como foi o investimento dos R$ 8 milhões nas áreas da zona sul, que está abandonada e coberta pelo mato.

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