Treinamento físico com pacientes da Hemodiálise

Desde julho do ano passado, a fisioterapeuta Vanessa Vilas Boas realiza um projeto de treinamento de força muscular para os pacientes da Hemodiálise da Santa Casa. Ela é professora do curso de Fisioterapia da UNIFAE e faz doutorado na Unicamp, com o tema “Treinamento de Força para Pacientes em Hemodiálise” e trouxe para os pacientes da Santa Casa uma novidade, que é o PowerLeg, equipamento portátil criado por um fisioterapeuta da Bahia, Marcos Jader, que auxilia muito no processo.

Para o projeto, Vanessa conta com o apoio dos alunos do Curso de Fisioterapia da UNIFAE, Ana Julia e Nicolas, e com os educadores físicos Iago  e Adriano e toda equipe da UNICAMP, sob orientação do Prof. Dr. Marco Carlos Uchida. Nesses sete meses de trabalho com os pacientes a melhora já é notada, principalmente no que diz respeito a tarefas do dia a dia,  que são feitas com mais facilidade após o início dos exercícios.

“Essa população, pacientes renais crônico em hemodiálise, apresentam grande perda de massa muscular, por isso o interesse em avaliar o efeito do treinamento de força. Os pacientes ficam quatro horas fazendo hemodiálise, três vezes por semana, isso significa muito tempo parado. Esses exercícios são uma forma de movimentar, de ganhar força, de melhorar a qualidade de vida, as funções físicas, melhorar a capacidade funcional”, explica Vanessa, que realiza avaliações com os pacientes a cada três meses.

“São realizados exercícios para os membros inferiores e nota-se que já está havendo uma melhora do desempenho das atividades do dia-a-dia, alívio das dores articulares e das câimbras”, completa a fisioterapeuta.

Uma das pacientes que demonstraram essa melhora com os exercícios é Eloísa Pereira, de 77 anos. Ela faz hemodiálise desde 2015 e desde que iniciou os exercícios tem sentido melhora em todos os segmentos, principalmente na hora de caminhar.

“Temos muito cansaço quando fazemos hemodiálise. Ainda mais em Poços de Caldas, cidade com muitas subidas, tenho um pouco de dificuldade de subir esses morrinhos e tenho que parar várias vezes. Claro, existem vários fatores que não permitem que a gente suba como antigamente, mas eu percebi que esses exercícios tem me ajudado a caminhar com mais facilidade. O exercício é tranquilo. Vamos melhorando. Antes fazia mais devagar, agora estou tendo de condições de fazer um pouquinho mais forte”, relata Eloísa.

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