Secretário de Defesa Social pede demissão

Marcos Tadeu Sala Sansão não é mais o titular da Secretaria de Defesa Social. Ontem ele solicitou exoneração do cargo ao prefeito Sérgio Azevedo, sendo substituído pelo diretor do Demutran, Rafael Tadeu Conde Maria.

Tudo indica que a demissão do secretário foi motivada pela ação do Ministério Público que, através de uma Notícia de Fato, denunciou atraso na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana e também no edital para a licitação do transporte coletivo cujo contrato com a atual concessionária vence no dia 26 de novembro.

O fato mais grave está na denúncia de que as contratações feitas pelo secretário da Universidade de Itajubá para fazer o Plano de Mobilidade e do Cefet-Mg para elaborar o edital da licitação do transporte coletivo foram feitas de forma irregular.

Na reunião ordinária da Câmara, realizada ontem, constava da resenha do expediente requerimento de autoria dos vereadores Maria Cecilia Opipari, Paulo Tadeu e Joaquim Alves, solicitando a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), para apurar as irregularidades. O requerimento não chegou a ser lido por conta de uma manobra da bancada da situação apresentou um requerimento assinado por vários vereadores, pedindo informações para o executivo sobre as referidas contratações.

O fato revoltou o vereador Paulo Tadeu que entendeu a manobra dos vereadores da bancada do prefeito como uma estratégia para esvaziar o pedido de abertura da Comissão Especial de Inquérito, que conta apenas com três assinaturas, quando o regimento exige pelo menos cinco para que o procedimento seja instalado.

Para a vereadora Maria Cecilia Opipari as irregularidades cometidas na contratação tanto da Universidade de Itajubá, como do Cefet, já estão confirmadas. Ela prometeu levar as denúncias para o Ministério Público e ao Tribunal de Contas. A vereadora aproveitou sua fala na tribuna livre, no final da sessão, para ler, na íntegra, o requerimento onde pede a instalação da Comissão de Inquérito.

Já o vereador Paulo Tadeu disse que os vereadores com esta atitude (recusando abertura da CEI), estão deixando de cumprir o papel principal da Câmara que é o de fiscalizar os atos do poder executivo e espera que o requerimento com o pedido de abertura da CEI possa ser lido na próxima sessão, quem sabe já contando com as cinco assinaturas.

Nos bastidores corria ontem a informação de que por estar filiado ao PSDB e na condição de primeiro suplente, o secretário Marcos Sansão foi aconselhado a pedir exoneração com a promessa de que não será abandonado pelo partido, podendo ser nomeado para outro cargo no governo.

 

Mosconi sobe para a 2ª suplência

Com a saída do deputado federal Bilac Pinto (DEM), para assumir a Secretaria de Governo de Romeu Zema, o deputado federal Marcus Pestana (PSDB), primeiro suplente da coligação PSDB, PSD, SD, PPS, DEM e PP, deve assumir a sua cadeira na Câmara Federal. Mas ele está em dúvida se vai ou não assumir o mandato, isso porque, segundo ele, está muito bem na iniciativa privada onde reestruturou sua carreira como consultor de empresas. Neste caso, o próximo da fila para o lugar de Bilac seria o segundo suplente Fabiano Tolentino, do PPS.

Caso isso aconteça, Carlos Mosconi passaria a condição de primeiro suplentee como estamos em início de mandato, a aumenta a chance de Mosconi retornar para a Câmara Federal nesta legislatura o que seria ótimo para a cidade que está sem representação em Brasília.

 

PSC no governo?

De olho nas eleições de 2020 e principalmente na estratégia para reunir o maior número de partidos na coligação que vai apoiar o prefeito Sérgio Azevedo na sua tentativa de reeleição, dirigentes do PSDB articulam levar para o governo em um cargo de confiança o presidente do PSC, Wanderlei Monteiro e com isso garantir apoio dos dois vereadores do partido (Carlos Roberto e Marcelo Heitor) nos projetos de interesse da administração que estão em análise no legislativo e ao mesmo tempo impedir que o ex-prefeito Eloisio Lourenço que deve deixar o PT, assine sua filiação na legenda.

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