Santa Casa recebe certificado da Anvisa

Na última semana, representantes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) da Santa Casa de Poços de Caldas estiveram na Secretaria de Saúde para receber, das mãos da equipe da Vigilância Sanitária do Município, um certificado da Secretaria Estadual de Saúde por colaborar com os dados de infecção hospitalar do estado. Dos quatro hospitais de Poços, três receberam o certificado.

A enfermeira da CCIH da Santa Casa, Priscilla Ariana, conta que, para que haja indicadores nacionais de infecções hospitalares, todas as instituições de saúde do Brasil  precisam notificar, todos os meses, a Anvisa, por uma ferramenta chamada FormSus, os indicadores de infecção.

“O Brasil não tem ao certo os indicadores nacionais de infecções hospitalares, como  em países da Europa e nos Estados Unidos. Isso acontece justamente pelo fato das instituições não enviarem esses dados. Por isso, existe o Programa Nacional de Infecção, onde, de 2017 a 2020, foram estabelecidas várias metas e uma delas é que todas as instituições, até 2020, estejam notificando esses dados. A Santa Casa já faz essa notificação há muito tempo.  Isso é importante para que possamos estudar, saber onde estamos e para onde vamos. Por isso, como forma de incentivo, as instituições que estão enviando esses dados corretamente recebem esse certificado”, explica Priscila Ariana.

A entrega dos certificados contou com a presença do secretário adjunto de Saúde, Flávio Togni Lima e Silva e do secretário de Saúde, Carlos Mosconi, para quem o fato de três dos quatro hospitais de Poços terem recebido o certificado  mostra o bom nível da saúde hospitalar na cidade.

A coordenadora da Vigilância Sanitária de Poços, Rosilene Faria, explica que  é extremamente importante que se agregue essas questões de segurança do paciente. “Muitos colaboradores ficam preocupados em fazer qualquer notificação, da mais simples que seja, por medo de ser punido pela instituição. Quando na verdade é o contrário que acontece. Quando sabemos dos problemas, sabemos também a forma de lidar com esses problemas. Com isso, o Município ganha, a instituição ganha, o paciente ganha e nós temos uma qualidade melhor da saúde”, salienta Rosilene.

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