Questionado sobre a atuação do Comitê Extraordinário Covid-19, o promotor Glaucir Modesto, ontem, no programa Boca Boa, lembrou que o Brasil tem 5.680 municípios, que cada um segue de um jeito que nem a OMS sabe o que é certo. “O que me assustou foi ao ter contato com a redação do artigo 3º da última resolução imposta pelo comitê, que eu achei completamente equivocado na sua redação e fiz um alerta a Prefeitura. Seguraram, mas depois soltaram com os mesmos erros. Perguntei para várias pessoas, inclusive colegas do meio jurídico, se aquela interpretação que eu estava dando se eu estava exagerando ou não. Responderam que eu estava completamente certo e que deveria fazer um texto e publicar. Eu fiz e publiquei nos grupos de WhatsApp, porque não queria divulgação, mas tomou uma forma tão superior a que eu esperava, que eu resolvi publicar no Facebook e deu uma repercussão muito grande”, garantiu.  Posteriormente saiu uma nova publicação, com correção do artigo, com redação melhorada, mas não na essência.

“Falando juridicamente você não pode proibir uma coisa que você não vai cumprir e nem vai dar o exemplo. A partir do momento que colocam são proibidas reuniões de qualquer natureza, inclusive no âmbito familiar, considerando família pessoas que moram na mesma casa, eu falei que ia ser impossível de ser fiscalizado, impossível de ser cumprido”, afirmou.  Segundo Glaucir, a resolução não fez distinção de reunião e evento e que as pessoas, mesmo aquelas com intenção de cumprir, não tinham como obedecer a determinação. “Tem reunião da Câmara, reunião do prefeito com secretariado, para tomar um café, reunião de qualquer natureza. Minha crítica foi colocar reunião de qualquer natureza”, justificou.