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Atendendo a um convite do vereador Flávio Togni de Lima e Silva (PSDB), a presidente do Instituto “A” de Apoio aos Autistas e às Famílias, Camila Nogueira, participou da reunião ordinária da Câmara, na última terça-feira (24). Ela falou sobre o trabalho realizado pela instituição, projetos futuros e sobre a sanção da lei municipal que declara a entidade como de utilidade pública.

Fundado em 2017, o Instituto vem, ao longo dos anos, desenvolvendo diversas ações visando à orientação, atendimento e acolhimento dos autistas. Segundo Camila, todo trabalho teve início, de fato, no ano de 2019, com a Semana Azul promovida em abril. “Foi, realmente, o pontapé inicial. De lá para cá temos feito alguns encontros, como piqueniques, sessões de cinema, temos nosso Grupo, o Mundo Azul. Trabalhamos mesmo com o acolhimento das famílias, uma primeira conversa, tirar dúvidas, temos um trabalho nessa área de levar informação às famílias dos direitos de cada um”, ressaltou.

Camila comentou, também, sobre outra vertente do trabalho da entidade, que está direcionada às políticas públicas. “Hoje, o dia 02 de abril já está no Calendário de Eventos do Município como o Dia do Autismo. Aqui em Poços não existia essa data. Temos também a inclusão do símbolo do autismo nas placas de atendimento prioritário. Além disso, já existe a lei que cria o Cartão de Identificação para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, mas ainda estamos trabalhando para efetivá-la. Por conta da pandemia, estamos com dificuldades”, afirmou.

Projetos futuros e a concessão da utilidade pública também foram citadas pela presidente. “Inaugurado o Instituto, com uma sede e uma estrutura mais robusta, queremos fortalecimento de vínculos, empoderamento e geração de renda para as mães, inclusão dos autistas não só nas escolas, mas em toda a cidade. Sobre a utilidade pública, é importante porque é o primeiro documento necessário para podermos ter convênios, obter verbas e ter uma estrutura mais robusta de atendimento. No entanto, para mim, pessoalmente, a utilidade pública é quando o município reconhece essa população e percebe que ela tem direito a ter um lugar que é só deles. Esse reconhecimento é mais importante. É um momento em que tanto Legislativo como Executivo entendem que tem uma população autista na cidade. Essa é maior nossa alegria. Estávamos e estamos radiantes, o município reconhece nosso trabalho e é o primeiro passo de uma grande jornada”.

O vereador Flavinho destacou toda a trajetória do Instituto “A”, que começou o trabalho atendendo sete pessoas e, hoje, esse número é de 132. “Agradeço a Camila por ter aceito o convite para vir até a Câmara falar sobre este trabalho, sobre sua experiência, especialmente neste dia em que tivemos a sanção da lei que declara a utilidade pública do Instituto A. Não são só outras portas que se abrem com este passo, mas é o devido reconhecimento ao trabalho tão grandioso já desenvolvido, mesmo que com uma estrutura pequena, mas o coração do tamanho do mundo que vocês do Instituto A colocam em tudo o que fazem. O aumento do número de atendidos demonstra que eles estão saindo do anonimato, saindo da margem, da exclusão, para terem acesso a tudo o que têm direito e serem tratados como cidadãos. Eu agradeço a Deus por ter me dado mais esta oportunidade de, junto com a vereadora Luzia, apresentar este Projeto de Lei e, hoje, ver essa lei sancionada. Conte com essa Casa, conte comigo, porque muitos serão os desafios, mas nós estaremos sempre juntos”, disse Flavinho.