Pedido de expulsão deve ser arquivado

O destino mais provável do pedido de expulsão do deputado Aécio Neves do PSDB, formulado pelo presidente do diretório local, Celso Donato, e endereçado ao presidente da legenda, Geraldo Alckmin, deve ser o arquivamento, isso se prevalecer o pensamento da direção nacional do partido.

Em fevereiro o partido divulgou nota afirmando que, em reunião a Executiva Nacional decidiu arquivar cinco pedidos de expulsão de filiados por infidelidade partidária nas eleições do ano passado. Na mesma reunião a direção da legenda também resolveu não levar adiante pedido para expulsar o deputado federal Aécio Neves e enviou o caso do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, condenado e preso por corrupção, para o diretório estadual.

No total, foram arquivadas cinco representações, entre as quais contra o ex-governador de São Paulo Alberto Goldmann e o atual prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa. Segundo a nota, também foram arquivados os pedidos de expulsão dos atuais prefeitos de São Paulo, Bruno Covas; de Manaus, Arthur Virgílio Neto; e de Palmas, Cinthia Ribeiro.

“Se for expulsar todo mundo, não vai ficar muita gente”, afirmou na época o presidente da sigla, Geraldo Alckmin. O segundo-vice-presidente do PSDB, Ricardo Trípoli, disse que a Executiva decidiu arquivar os pedidos porque o partido não tem um código de ética nos quais os casos pudessem ser enquadrados.

“Você não tem um código de ética. Você vai processar baseado em quê? No Código Penal? No Código Eleitoral? Por similaridade? Se for na Justiça, ele ganha. Então, o que eles acharam mais prudente foi arquivar os casos”, disse.

Na nota divulgada, o partido informa que tomou a decisão de “alterar profundamente o estatuto partidário e criar um código de ética e disciplina partidária, que ainda não existe. O novo Estatuto e o código de ética deverão ser aprovados na próxima Convenção Nacional, em maio”, diz a nota.

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