Em artigo sobre a pandemia, publicado no Jornal da Cidade, o secretário municipal de saúde, Carlos Mosconi, afirma que depois de um ano as incertezas continuam e que o quadro é desalentador com mais de 400 mil mortos e 15 milhões de brasileiros contaminados.

Para ele, as vacinas são portos seguros, mas chegam a velocidade reduzida e que em países com índices elevados de vacinação os resultados têm se mostrado positivos, inclusive com a liberação de medidas restritivas, como é o caso de Israel, Inglaterra e agora os EUA. O secretário avalia que a produção e aquisição de vacinas seguiu rumo desordenado em todo o mundo, faltando, em alguns países, agilidade e mesmo interesse em aquisição rápida e que só agora a OMS manifesta objetividade participando na liberação das vacinas através de consórcio.

Defendeu que a OMS deveria ter atuado na quebra de patentes de países produtores de vacina, facilitando assim a produção com custos mais baixos. Mosconi ainda cita a “politização miúda” da vacinação, com o governo federal se desentendendo com estados e municípios, e “as empresas privadas querendo furar a fila com a compra e distribuição indevida de vacinas, alguns governadores e prefeitos fazendo oposição ao SUS, desrespeitando suas regras e inclusive desmerecendo a ANVISA”.

De positivo Mosconi destacou a filosofia do SUS, a competência técnica inquestionável da Anvisa e a dedicação dos profissionais de saúde.