No Canal Aberto

Participamos ontem do programa Canal Aberto, apresentado pelo vereador Antonio Carlos Pereira e pela jornalista Ivonete Dorr. Uma das perguntas feitas por um telespectador foi a respeito do projeto de lei que está em tramitação no legislativo propondo a privatização, através de Parcerias Público Privadas (PPP) dos pontos turísticos.

Trata-se de uma proposta apresentada no início da atual administração e até agora ainda não concretizada. Vale lembrar que pelo menos dois pontos de passeio já eram para ter sido entregues a terceiros, um deles, no alto da serra, onde está a imagem do Cristo Redentor, junto com o prédio do antigo restaurante, além edificação construída para abrigar um observatório astronômico que nunca foi instalado.

Na administração do ex-prefeito Paulo Cesar Silva a UNIFAL chegou a adquirir um telescópio de longo alcance (ainda deve estar lá) para instalar no observatório e demonstrou interesse também no prédio do restaurante onde seria criado um centro de ciências. Com isso seria criado o turismo universitário.

Na mesma época, a Associação Cultural e Recreativa Nikkey demonstrou interesse em assumir o Recanto Japonês, propondo fazer uma reforma no local com a criação de novos quiosques e acrescentando nos finais de semana apresentações de espetáculos da cultura japonesa, além de reativar a cerimônia do chá. Na época a Casa de Chá ainda estava em pé.

A Assessoria Jurídica do Município chegou a formular os termos das duas parcerias e a empresa Mitsui, antes da venda da empresa para o grupo Curimbaba efetuou a doação de uma verba no valor de R$ 100 mil para custear a reforma do recanto Japonês, construído com recursos doados pela mesma empresa.

Em alguma gaveta da Procuradoria Geral deve estar arquivado os termos destas duas parcerias, enquanto que o dinheiro doado pela Mitsui deve (ou pelo menos deveria) estar depositado e aplicado em alguma instituição financeira em nome da prefeitura.

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