Sobre as restrições de final de semana do Comitê, o promotor afirmou que não admite ficar repetindo estratégias que, comprovadamente, não dão certo. “Por isso que não critico antes das medidas serem tomadas, porque temos que analisar o resultado prático. O que eu estou cansado de ver é teoria, tem que ver na prática, de cada cidade. Por exemplo, o comércio foi todo fechado no sábado e domingo passado, não havia movimento nas ruas, isto é um fato, mas quais foram as consequências disso? Aglomerações na quarta, quinta e sexta denunciadas à vontade, filmadas em todos os supermercados. O pessoal ficou em casa no final de semana? Não, foi para Caconde, Águas da Prata, Campinas, para a praia, aí você proíbe a circulação das pessoas na cidade, mas ao mesmo tempo as consequências são piores, porque as pessoas saem da cidade e voltam com a possibilidade de trazer uma situação ainda pior do que se tinha se circulasse aqui dentro da cidade”, lamentou.  Para ele, deveria ser feito um balanço seguro e crítico do que aconteceu, quais as consequências, não só do fim de semana, mas dos dias que antecederam e posteriores.

“Eu não conheço os integrantes do comitê da covd-19, então minha não écrítica pessoal a nenhum deles, só que eu acho que, talvez, fosse o caso de haver uma mudança desse pessoal para o bem do próprio prefeito, porque o desgaste vem em cima do prefeito”, afirmou. Segundo o promotor os comerciantes não estão satisfeitos, nem os donos de academias, nem pastores e padres, nem médicos, então “talvez seja hora de mudança de estratégia”, de ouvir-se novas pessoas e novas formasserem tentadas.