Na mesma semana em que Minas Gerais atingiu o recorde de casos simultâneos de Covid-19 registrado entre a população – ao todo, são mais de 100.000 pessoas –, os hospitais passam a enfrentar uma situação cada vez mais crítica: além da falta de leitos, a alta demanda fez os estoques do kit intubação, que são sedativos e relaxantes musculares usados em pacientes nas UTIs, praticamente se esgotarem. É o que mostrou uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) nesta sexta-feira.

De acordo com o levantamento, das 567 prefeituras que responderam aos questionamentos, quase 52% afirmaram que há risco iminente de ficar sem esses medicamentos, considerados essenciais para o tratamento – ao todo, o estado conta com 853 municípios. O índice é o pior desde quando os dados começaram a ser divulgados pela entidade. Nesta semana, o governador Romeu Zema (Novo) chegou a alertar que algumas regiões mineiras só possuíam estoques do produto para até dois dias.