Ao justificar a moção de repúdio ao governo federal, pelo ajuizamento de ADI no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de suspender a recém-aprovada legislação que destinará R$ 3,5 bilhões de reais para estados e municípios investirem em equipamentos e em conectividade para alunos e professores da rede pública de educação, o vereador Lucas Arruda afirmou que uma de suas maiores preocupações, com a pandemia, foi com a educação das crianças e jovens. Informou que em julho do ano passado, com a presença da secretária de Educação, Maria Helena Braga, na Câmara, bateu na tecla sobre a necessidade de garantir conectividade para alunos e professores.

“Foi compreensivo um mês ou dois de adaptação com as aulas remotas para que os governos pudessem entender o quanto difícil seria a pandemia e o que era possível se fazer para minimizar os impactos, principalmente na área de educação”, disse o vereador. Segundo ele, entendia que o próprio governo municipal deveria, por ter menos gastos com a estrutura física das escolas funcionando, direcionar recursos para a conectividade dos alunos, garantindo equipamentos tecnológicos para crianças sem condições, além de conectividade de internet, também para os professores.

“Infelizmente o governo municipal não se movimentou nesse sentido”, lamentou, acrescentando que agora com o retorno das aulas presenciais a questão da conectividade volta a ser importante, não só por conta da pandemia que veio escancarar a necessidade e as diferenças sociais na sociedade, mas para preenchimento de uma lacuna. Alguns vereadores manifestaram favoráveis a moção, mas solicitaram que fosse trocada a palavra repúdio por apelo, sugestão negada pelo autor da moção. Colocada em votação, a moção foi rejeitada por 8 votos contra 5.