Para Mosconi esta medida do governo é difícil de ser tomada, porque o momento é de platô elevado na pandemia, com números elevados de pacientes internados e números de mortes também altos. No entanto, ele entende que a Onda Roxa trouxe benefícios e que se não tivessem existido os números poderiam estar piores do que estão, mas não houve uma redução considerável dos casos.

“Nós entendemos que os números de contaminação existentes na cidade estão caindo, não de forma acelerada, mas estão caindo. Os números de internações continuam o mesmo, com uma pequena queda também. O número de óbitos está em torno de 4 a 5 mortes por dia, o que no nosso entender é um número elevado para a cidade”, lamentou.

Mesmo com uma diferença de quase R$ 10 bilhões entre receita e  despesa em 2021, de acordo com dados constantes no Portal da Transparência, o governo de Minas continua em dívida com os municípios na área da saúde, o que, segundo prefeitos de todo o Estado, tem ampliado o caos no setor provocado pela pandemia da Covid-19.

Por conta disso, chefes de Executivos municipais organizam um movimento para cobrar do governo de Romeu Zema (Novo) respostas mais efetivas para a crise. Dentre as reivindicações, o grupo denominado 100 +, que inclui municípios com sede macro em saúde e com mais de 100 mil habitantes, exige o pagamento de 50% dos repasses da saúde em atraso com os municípios. O débito total, segundo um dos prefeitos pertencentes ao grupo, pode superar hoje os R$ 3,3 bilhões.