Luz no fim do túnel

Se o governador Romeu Romeu Zema cumprir realmente a promessa feita aos prefeitos de que a partir de fevereiro irá manter em dia os repasses constitucionais para as prefeituras, isso vai aliviar a crise financeira por que passam os municípios, desde que o ex-governador Fernando Pimentel (ou pilantrel?) decidiu se apoderar de um dinheiro que não pertence ao estado.

No caso de Poços de Caldas, a administração poderá, finalmente, abandonar a agenda negativa e quem sabe engatar uma marcha que permita recuperar a popularidade do chefe do executivo para que ele possa chegar ao final do mandato em condições de sonhar com a reeleição.

O desespero do prefeito Sérgio Azevedo tem razão de ser, afinal de contas, o calote supera R$ 90 milhões, ou algo em torno de R$ 7,4 milhões mensais que deixaram de entrar nos cofres da prefeitura em 2018, forçando o governo a uma ginástica financeira todo mês para manter em dia, pelo menos a folha de pagamento dos servidores.

Se o governador Zema cumprir o prometido (não estará fazendo nenhum favor, afinal de contas esse dinheiro pertence aos municípios) ai será possível ao comando do executivo planejar novas ações para atender as principais reivindicações da população e executar as obras que o prefeito tem na cabeça.

Como o governador está se propondo a pagar o atrasado (90 milhões) em quatro anos, com um de carência, o prefeito terá ainda a sua disposição uma espécie de poupança que pode negociar com alguma instituição financeira (ou mesmo com o DME, como é o seu plano) e com isso reforçar ainda mais o caixa do governo.

Se não for possível, ou se o prefeito optar por manter o pagamento das parcelas direto para os cofres da prefeitura, pelo menos vai garantir ao final do seu governo o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Existe sim, uma luz no final do túnel, mas é preciso que o chefe do executivo continue mantendo rédeas curtas nos gastos e promova algumas alterações em sua equipe quem sabe com a substituição de peças que estão destoando e desafinando a orquestra.

Como o DME agora está sob a direção de profissionais competentes e não mais nas mãos do João Deon (credo!) e Cia. e boa parte dos investimentos em usinas das quais tem participação, tudo leva a crer que os lucros serão ainda maior que no ano passado. Isso quer dizer que os cofres municipais receberão ainda uma ajuda extra de algumas dezenas de milhões. Com as finanças equilibradas, o maior desafio do governo passa a ser o tempo. Janeiro já foi e restam, portanto, vinte meses até a eleição.

A perspectiva para o terceiro ano de governo é das melhores e isso pode aliviar a tensão do comandante de plantão na casa amarela e até mesmo afastar o seu costumeiro mau humor que muita gente classifica como antipatia.

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