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Voltou a ser discutida na Câmara dos Deputados a possibilidade da legalização dos jogos de azar. A proposta é retomar um projeto de lei apresentado em 1991 que pretende legalizar e regulamentar as atividades de cassinos, jogo de bicho e bingo no país. O assunto ainda é alvo de bastante resistência, mesmo aqui em Poços de Caldas, quando o tema foi levado à discussão pelo blog em consulta aos vereadores.

O vereador Wellington Paulista, do Democratas, que é evangélico, se manifestou contra. “Eu, particularmente, não sou a favor. Infelizmente, esses jogos trazem a destruição das famílias, levando muitos a falência e a crise financeira, isso devido aos anseios de querer melhorar de vida financeiramente através desses jogos”, afirmou o vereador.

O presidente da Câmara, vereador Marcelo Heitor, do PSC disse que respeita quem defende o tema, mas que essa não é a sua bandeira, “Sei que é um assunto muito polêmico”, declarou.

A vereadora Regina Cioffi, do PP, lembrou que a cidade tem um histórico na questão dos cassinos e que o turismo poderia se beneficiar muito caso ele fosse novamente legalizado. “Las Vegas é o coração dos cassinos e não vejo nada errado. Eu sou a favor”, garantiu ela.

O líder da bancada do prefeito, vereador Flávio Togni de Lima e Silva, do PSDB se declara favorável a volta dos cassinos. “Sou favorável, principalmente, em função do grande atrativo que isso representa para nossa cidade. Vai aumentar o investimento, geração de empregos, turismo, aumento de arrecadação de impostos que devem ser revertidos em benefício da nossa população. Não há que se discutir que isso seja um fator muito positivo. Os jogos de azar estão legalizados de forma ampla com o monopólio das estatais, isso já existe no Brasil, além disso tem uma grande quantidade de jogos online que estão com sede em outros países e que acabam levando divisas para fora. Então, por que não oficializar essa prática no Brasil com regulamento rígido, com fiscalização, para que seja revertido para a população com investimento em educação, saúde, infraestrutura, turismo, geração de emprego e renda? Não há mais porque não se falar em legalização de uma coisa que já está estabelecida em todo o país”, declarou Flavinho.

Sem posição formada estão os vereadores da bancada de oposição. “Não tenho convicção formada sobre o assunto, visto que gera uma certa polêmica e os dois lados têm pontos interessantes.  É inegável que muitos jogos não deixaram de acontecer, mesmo depois de sua proibição e acontecem hoje de forma clandestina. Esta legalização, com regras claras, inclusive arrecadação de impostos, fariam com que os jogos passassem a dar uma importante contribuição de impostos, beneficiando Poços de Caldas. Poderia potencializar a geração de empregos e também além de pagar impostos. É uma situação que precisa ser monitorada de perto e pelo que temos acompanhado, em Brasília se discute muito e a decisão deve estar perto de acontecer”, declarou o vereador Lucas Arruda, do Rede.

Já seu colega, vereador Tiago Braz, do mesmo partido, garantiu não ter opinião formada sobre o tema. “Tenho que me aprofundar melhor. Isso faz parte da história do nosso país e há os pontos positivos e negativos. Eu precisava ver como está sendo elaborado esse possível retorno dos jogos e avaliar com mais calma como era antes, como vai ser agora para dar uma opinião coerente e sensata”, disse ele ao blog.

O vereador DineyLenon, do PT, também entende ser preciso se aprofundar no tema antes de se posicionar. “É um tema que eu nunca me debrucei, não tenho embasamento, um estudo, então não me sinto seguro em ter uma opinião política enquanto representante de um partido político, de uma coletividade de pessoas para falar como representante dessas pessoas. Como individuo eu acho interessante, é um setor da economia e vemos presente em alguns países investindo em algumas regiões onde não existe muitas atividades e isso pode favorecer essas regiões. É algo que tem que ser estudado de forma profunda, por ser complexa. Eu não conseguiria dar, neste momento, uma opinião exata sobre isso”, declarou Diney.