Juíza manda prender engenheiros

Os engenheiros e diretores da Vale que foram presos na manhã desta terça-feira teriam atestado que as estruturas da barragem que se rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, eram seguras. Em documentos enviados pelo Ministério Público à Justiça estadual, os engenheiros que prestavam serviço por meio de empresas terceirizadas informaram que as estruturas das barragens se encontravam em consonância com as normas de segurança necessárias. Já os outros dois funcionários detidos, estavam diretamente ligados ao licenciamento e funcionamento das estruturas das barragens da Vale.

A Justiça estadual mineira determinou busca e apreensão nas residências dos investigados e de seus celulares. A decisão foi proferida em plantão pela juíza Perla Saliba Brito. No texto, a magistrada considerou “imprescindível” a prisão temporária dos investigados, para auxiliar as investigações do inquérito policial. “Trata-se de apuração complexa de delitos, alguns, perpetrados na clandestinidade”, disse.

Entre outros pontos, a juíza destacou que a tragédia demonstra a incompatibilidade dos documentos, assinados pelos investigados, com a verdade, “não sendo crível que barragens de tal monta, geridas por uma das maiores mineradoras mundiais, se rompam repentinamente, sem dar qualquer indício de vulnerabilidade”.

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