“Nós jornalistas, inclusos como serviço essencial, estamos trabalhando desde o começo da pandemia sem parar por um dia sequer e em nosso dia-a-dia somos submetidos a comparecer em locais onde há grande circulação de pessoas contaminadas com o vírus da Covid-19, como hospitais, funerárias, unidades de saúde e etc.

Para continuar fazendo, com excelência, nosso trabalho de informar a população diariamente, gostaríamos de ser incluídos em um grupo prioritário de vacinação para diminuir os riscos que corremos a todo tempo. Vale ressaltar que trabalhamos usando os EPI’s recomendados, porém mesmo assim a segurança não é 100% garantida”.

O trecho acima foi retirado de um ofício encaminhado aos vereadores e ao secretário municipal de saúde no sentido de priorizar a vacinação dos profissionais que trabalham na imprensa local. O ofício cita o Decreto 10.288, do Governo Federal, datado do dia 22 de março do ano passado que diz:“são considerados essenciais as atividades e os serviços relacionados à imprensa, por todos os meios de comunicação. Deverão ser adotadas todas as cautelas para redução da transmissibilidade da Covid- 19”.

Com todo respeito aos coleguinhas, mas entendo que existem muitas pessoas, principalmente os de mais idade, assim como professores, grávidas e portadores de deficiência respiratória que necessitam com mais urgência da vacina. Furar a fila para vacinar jornalistas dos veículos da imprensa local não é prioridade até porque o decreto já fala na adoção de cautelas para evitar a contaminação, providência que os profissionais já estão tomando, conforme declaram no próprio ofício.

Ao final o ofício parece contraditório ao afirmarem que “somos cientes que a quantidade de vacinas não é suficiente para a imunização de todas as classes prioritárias …”