Indecisão

Eloisio Lourenço já decidiu pela candidatura a prefeito na eleição do ano que vem, mas continua indeciso por qual legenda vai tentar a conquista de um segundo mandato à frente da Prefeitura. Está filiado ao Partido dos Trabalhadores e como a legenda enfrenta enorme desgaste por conta das denúncias de corrupção, analisa a possibilidade de mudar de partido.

Segundo informação, estaria próximo de se filiar ao PDT, reativando o partido de Ciro Gomes em Poços de Caldas, uma sigla que por ser de esquerda não deixaria o prefeito muito deslocado nas explicações aos eleitores. Também estaria em análise um convite feito pelo PSC, através do seu presidente Wanderlei Monteiro.

Só que o ex-prefeito enfrenta resistência para trocar de legenda dentro de casa. Sua esposa não se mostra favorável a mudança, preferindo que ele permaneça no PT. A saída para o impasse seria o ex-prefeito se filiar ao PDT, ou PSC, mas acertar antes uma coligação da chapa majoritária com a direção do Partido dos Trabalhadores.

A união das duas siglas teria o apoio dos candidatos petistas a vereança, uma vez que tendo um candidato forte disputando a prefeitura ajudaria a puxar votos para a chapa de candidatos a vereador.

 

Polêmica desnecessária

O Presidente da Câmara, vereador Carlos Roberto de Oliveira Costa, provocou na primeira reunião ordinária do semestre, realizada na tarde de terça, uma polêmica com discussões acaloradas e até gritos, ao apresentar uma moção de repúdio contra a entrega de panfletos nas escolas do município, pela Central Única dos Trabalhadores e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado, criticando o deputado federal Eros Biandini por sua posição diante do relatório na Comissão Especial da Reforma da Previdência. Entre

O presidente da Casa foi infeliz ao levar parta o legislativo municipal uma questão que está mais ligada ao seguimento religioso e que na verdade não tem nada a ver com o município. Ao fazer isso provocou prolongados debates que atrasaram a reunião em pelo menos uma hora e ao final, graças a uma sugestão ponderada da vereadora Ligia Podestá, acabou retirando a proposta de pauta. A moção deve ser reapresentada na próxima sessão, mas tem tudo para ser derrotada em plenário, como teria ocorrido se fosse colocada em votação na reunião de terça.

Esta não é a primeira vez que o presidente demonstra insegurança e falta de experiência na condução dos trabalhos; Na reunião de terça-feira até foi indelicado com o colega Antonio Carlos Pereira ao acusá-lo de censura aos colegas quando exerceu a presidência da Casa.

 

Vereadora denuncia falta de transparência

A vereadora Maria Cecília Opípari, a“Ciça”, na sessão de terça-feira fez críticas contundentes a chefia do executivo durante a explicação pessoal, cobrando mais transparências na ação do executivo. A vereadora deu como exemplo a falta de publicação do contrato celebrado entre o município e a UNIFEI, universidade responsável pelo projeto do Plano de Mobilidade Urbana.

Segundo ela a publicação não foi encontrada no diário oficial, assim como o número do contrato que não confere. Ela ainda chamou a responsabilidade para os vereadores afirmando que “ou fazemos nosso papel de fiscalizar o executivo abrindo uma CEI(Comissão de Inquérito) ou pedimos a cassação do prefeito.”

Ela informou ainda que os valores pagos a Universidade sairão das multas de trânsito, que tem já superou a casa dos 5 milhões de reais. E criticou ainda a postura de quem no passado falava em fábrica de multas e hoje está a frente da pasta.

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