Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, assinada pelo jornalista André Borges, o governo simplesmente não tem ideia de onde vai armazenar nada menos que 1.179 toneladas de rejeitos radioativos, um lixão nuclear que, para surpresa de muita gente, está hoje guardado em galpões velhos localizado no bairro de Interlagos, na zona sul de São Paulo. O material não poderá mais ficar no local, que é cercado por prédios residenciais e terá de ser desocupado. A questão é para onde levar as centenas de tonéis de lata que guardam os rejeitos.

A estatal federal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), responsável pela guarida do lixão radioativo e dona do terreno em Interlagos, já manifestou a sua intenção ao Ministério Público Federal de São Paulo de, preferencialmente, enviar o material para a pequena cidade de Caldas, município de 15 mil habitantes localizado no Interior de Minas Gerais. A INB tem uma base em Caldas e já guarda rejeitos por lá. Uma segunda opção seria deslocar o lixo perigoso para a estrutura que a estatal possui na cidade de Itu, no interior paulista. Só falta combinar com as cidades.