Gastos com o executivo

Já pelos lados do Poder Executivo, o gasto de dinheiro público continua, apesar do discurso do atual prefeito de que conseguiu reduzir despesas com medidas de contenção adotadas neste governo. Vale lembrar que nestes dois anos, o DME transferiu para o município algo em torno de R$ 60 milhões, dinheiro que deveria ter sido utilizado para novos investimentos, mas que infelizmente, acabou usado para cobrir rombos de custeio.

A justificativa, claro, é o calote aplicado pelo governo do estado que anda atrasando os repasses constitucionais, mas mesmo que isso não tivesse ocorrido, a administração estaria longe do ideal que seria o gasto com 80% do orçamento com a manutenção da máquina pública e 20% do arrecadado aplicado em novos investimentos.

Contando com a ajuda do “santo” DME o executivo ainda deve muitos milhões para fornecedores e prestadores de serviço e não consegue recolher de maneira regular a parte do empregador para o INSS e tampouco conseguiu colocar em dia a dívida que herdou da administração passada com o IASM.

Mesmo diante do déficit que continua na casa dos R$ 5 milhões mensais, a administração até agora não reduziu gastos com cargos de confiança e continua contratando novos servidores, muitos até por tempo determinado.

Quem se der ao trabalho de abrir o Portal da Transparência e analisar os salários pagos ao funcionalismo pode verificar que a Prefeitura de Poços de Caldas hoje, não é apenas a maior empresa empregadora da região sul-mineira, com mais de seis mil servidores. É também, com exceção daqueles que estão na base da pirâmide, a que paga os melhores salários, alguns até fazendo jus ao título de marajás, com uma ressalva, boa parte deles já está aposentada e recebe também o benefício do INSS e vão poder permanecer trabalhando até completar 75 anos de idade. Desse jeito não há prefeitura que aguente. Muito menos os contribuintes.

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