Fim da crise

Além do compromisso de começar a pagar um pedaço da dívida do governo (7 milhões) com os municípios, a parte mais importante do acordo firmado entre a Associação Mineira dos Municípios (AMM) e o governador Romeu Zema, é o cancelamento do decreto que permitia ao governo do estado sequestrar recursos constitucionais que pertencem as prefeituras. A partir do cancelamento o governador fica impedido de mexer no dinheiro dos municípios.

Como o prefeito Sérgio Azevedo já declarou que não está tão preocupado com o pagamento dos atrasados, mas sim com os constantes atrasos nas parcelas mensais, agora já pode planejar a parte financeira dos 20 meses que restam do seu mandato, sem problema.

Além disso, o prefeito terá ainda os R$ 21 milhões que vai arrecadar a mais com os reajustes no IPTU e ITBI; os milhões que serão desvinculados dos fundos e transferidos para o caixa geral da prefeitura, além de parte do pagamento da dívida do estado que começa a ser paga em janeiro do ano que vem. De quebra ainda receberá um bom dinheiro sobre lucro e remuneração do capital do Grupo DME; os milhões que vai faturar com a venda de imóveis, entre eles o Complexo santa Cruz, e os R$ 96 milhões (28 já foram liberados) do financiamento assinado com a Caixa Federal.

Ou seja, já pode cessar a choradeira porque nesses 20 meses vai chover dinheiro nos cofres da prefeitura. A luta a partir de agora será contra o tempo para executar as obras que estão programadas antes da eleição. É neste curto prazo que mora o perigo, como todos sabem, no poder público as coisas andam a passo de tartaruga.

Se conseguir, cumprir a meta, terá meio caminho andado para entrar para a história como o primeiro prefeito de Poços de Caldas a ser reeleito.

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