“Fazer o bem traz felicidade mais duradoura”, diz psicólogo

Com mais de 90 mil atendimentos por ano, a Santa Casa sempre dependeu da ajuda da sociedade poços-caldense para continuar seu maior propósito que é salvar vidas. No último ano, com uma nova gestão, que busca a todo o momento o tratamento mais humanizado, o Hospital vem sendo abraçado com ainda mais amor e carinho pela comunidade.

O número de doação de alimentos, em dinheiro (através do site www.santacasapc.colabore.org) e até de tempo, com as pessoas se envolvendo cada vez mais com a atividade do Hospital, aumentou significantemente. O psicólogo Daniel Furtado explica que essa onda de amor não é ao acaso, ela é resultado direto dessa busca pelo tratamento humanizado, que traz esse sentimento de pertencimento das pessoas ao Hospital e isso trás a verdadeira felicidade, que é a de se doar ao próximo.

“Há muitas possibilidades de se definir felicidade, dentre elas, existe uma forma que me parece muito coerente. São as definições de felicidade eudaimónica, citada na filosofia por Aristóteles  e a hedónica, citada por Sócrates. A felicidade hedónica é aquela que diz respeito aos prazeres momentâneos, aos prazeres que temos nas coisas, como, por exemplo, comer um chocolate, fazer uma viagem, coisas que te deixam feliz, mas em uma relação de felicidade de você com você mesmo. Já a felicidade eudaimónica é uma felicidade que está na relação com o outro, de fazer o bem ao próximo”, explica Daniel Furtado.

O psicólogo explica ainda  que a felicidade eudaimónica está relacionada a uma postura pessoal de desejo de fazer o bem. De escolher fazer coisas boas, porque isso está alinhado aos propósitos da sua vida. Já a felicidade hedónica, segundo ele, é algo mais momentâneo.

“Essas duas definições casam muito bem quando a gente fala de doação. Já que quando você participa de um processo, como ajudar a Santa Casa, você se sente bem porque você está fazendo o bem, você fica feliz quando você está fazendo a doação.  Por exemplo, quando você ajuda uma pessoa com dificuldades a atravessar a rua, instantaneamente você se sente bem, porque você está alinhado com o seu propósito de ser uma boa pessoa. Então, isso gera uma sensação de felicidade mais permanente”, afirma Daniel.

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