Exemplo a ser seguido

Da capital federal, o ex-prefeito Geraldo Thadeu, que enfrentou sérias dificuldades financeiras em seu segundo ano de mandato, mais graves que as enfrentadas agora por esta administração, cita o exemplo da Terracap, uma empresa pública do Distrito Federal, que segundo o seu amigo, Rogério Rosso, ex-governador, informa que os recursos transferidos para o governo resultante de lucro, só podem ser investidos em infraestrutura e obras. O mesmo deveria ser feito com os repasses do DME para a prefeitura que já jogou no ralo quase R$ 400 milhões pagando rombo de má gestão.

 

Firme e forte

Quem esteve no Canal Aberto, programa da TV Poços, apresentado pelo vereador Antonio Carlos Pereira nesta quarta-feira, foi o ex-vereador Waldemar Lemes Filho, liderança de destaque no MDB, partido que promete ressurgir das cinzas nas próximas eleições municipais, inclusive em Poços de Caldas, com a formação de um novo diretório e o lançamento de chapa completa para disputar o comando da Prefeitura e vagas no legislativo municipal.

Segundo declaração de Waldemar, o partido já tem um pré-candidato a prefeito e virá com chapa completa para a Câmara, estando nos planos eleger pelo menos três vereadores. Waldemar declarou que pretende apenas colaborar com o partido, mas não será candidato a nenhum cargo eletivo.

 

Transporte coletivo em crise no país

Enquanto está em discussão a licitação pública do transporte coletivo em Poços, o setor passa por grave crise em todo o país. Em Passos, a empresa que prestava serviços há 15 anos desistiu da licitação e uma outra resolveu assumir emergencialmente o transporte com apenas 5 ônibus. Resultado: a empresa desistiu da empreitada e a cidade está sem o transporte público. Já em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, a crise atingiu a concessionária que resolveu cortar o ticket alimentação dos colaboradores. Resultado: 95% dos motoristas estão em greve, paralisando o transporte público.

Em Limeira (SP), a prefeitura publicou Chamada Pública no último sábado (6) no Diário Oficial, buscando a contratação emergencial de empresa para a prestação de serviços no transporte coletivo de passageiros, após intervenção judicial de dois anos na antiga empresa concessionária. O problema nacional é um só: a queda no número de passageiros transportados. Em Santos (SP), a população triplicou nos últimos 80 anos, mas o número de usuários do transporte público caiu em 33%.

Aqui em Poços, a situação não é diferente com a queda acentuada, acompanhando a média nacional que chega a 25%. As causas são inúmeras: o desemprego, a chegada sem regularização dos aplicativos como o Uber, os constantes aumentos do óleo diesel, a falta de subsídios, o excesso de gratuidades, o transporte clandestino, a facilidade de financiamentos para a compra de veículos, a ausência de soluções efetivas para a mobilidade urbana. Tudo isso acaba por aumentar os custos da tarifa que, se de um lado pesa no orçamento dos passageiros, do outro, não cobre os custos das concessionárias. Ainda existem alguns menos avisados que acreditam que uma nova licitação resolverá os problemas do transporte coletivo em Poços, quando, verdadeiramente, o buraco é bem mais embaixo.

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