O diretor afirmou que o ano passado já foi atípico em termos de chuvas, mas que neste ano estreamos o mês de janeiro com 1/3 da precipitação pluviométrica em uma série histórica de mais de 20 anos. “Vem seguindo esta precipitação baixa. Ela interrompeu em março, mas no começo de abril já não teve chuva significante e ela vinha seguindo 50%, 60% abaixo desta série histórica e isso levou a gente até a sacrificar a geração de energia elétrica para conservar o reservatório do Cipó”, informou.

Segundo ele, a Represa do Cipó é importante porque a sua reserva de água é em torno de 36 milhões de metros cúbicos, enquanto que o Bortolan é 6 milhões de metros cúbicos, ou seja, 6 vezes maior em reservação. Construído com a finalidade de geração de energia elétrica, o DME teve reduzir o uso da água acumulada no reservatório por conta da estiagem.

Disse ainda o diretor que com a ação coordenada juntoao DMAE, o Cipó também é responsável por 60% da água potável de Poços, que por sua vez passou a fazer a captação de refluxo do Antas.  “O Bortolan está com 20% de sua capacidade, porque pela Agência Nacional de Águas nós somos obrigados a manter a vazão sanitária nos rios. Eu não posso segurar o Bortolan e secar o Rio das Antas, eu tenho que manter a vazão de 2 metros cúbicos por segundo e, consequentemente, mantendo esta vazão o Antas não compensou este volume e o Bortolan acabou baixando seu nível. Como nós estávamos segurando o Cipó para manter a água potável, agora tivemos uma ação coordenada com o DMAE e estamos soltando um pouco o Cipó para ajudar a manter esta vazão sanitária, mas por um período o Bortolan ainda ficará abaixo do seu nível normal”, explicou o representante do DME.