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Nesta quinta e sexta-feira (02 e 03), o Instituto Latino Americano de Sepse realizou em São Paulo o XVIII Fórum Internacional de Sepse. A Santa Casa Casa de Poços foi representada por um grupo de 12 enfermeiros, dos setores de Oncologia, CCIH, CTI, CTI Neonatal, Pronto Socorro e Maternidade.

A Diretora Assistencial da Santa Casa e Responsável Técnica pelo setor de Enfermagem, Josiane Celis, explica que, além de participar das palestras, a equipe do Hospital também apresentou projetos relacionados ao tema.

“Foram apresentados cinco projetos no Fórum, com temas relacionados à sepse, voltados à oncologia, neonatologia, serviço de urgência e emergência, infecções relacionadas à assistência à saúde e pacientes sépticos com Covid. Todos os trabalhos foram estudos descritivos com base na análise de prontuários e indicadores levantados pela equipe do protocolo de sepse e CCIH da Santa Casa”, explica Josiane.

“Nos últimos anos acompanhamos novos desdobramentos na área de infecções e sepse. O Fórum tem o objetivo de compartilhar e discutir essas novidades com todos os profissionais das múltiplas profissões interessados em sepse. Por isso, a importância de nossa equipe estar em São Paulo, em contato com todas as novidades que têm o objetivo único de mudar a realidade da sepse em nosso país e, por consequência, aqui dentro do nosso Hospital”, completa a Diretora Assistencial.

O que é Sepse

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a sepse mata 11 milhões de pessoas a cada ano, muitas delas crianças e idosos, e incapacita outros milhões. A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.

Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente.

Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e Argentina.

A doença é a principal geradora de custos nos setores público e privado. Isto é devido a necessidade de utilizar equipamentos sofisticados, medicamentos caros e exigir muito trabalho da equipe médica. Em 2003 aconteceram 398.000 casos e 227.000 mortes por choque séptico no Brasil com destinação de cerca de R$ 17,34 bilhões ao tratamento.

                                                              (Fonte: Instituto Latino Americano de Sepse)