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Com diversas emendas dos vereadores, foi aprovado, na sessão de terça-feira, em primeira discussão, o projeto estabelecendo a proposta orçamentária, estimando receita e fixando a despesa do município para o exercício de 2023.

O vereador Flávio Togni de Lima e Silva lembrou que no ano passado, quando apresentou algumas emendas, teve que depois se reunir com representantes do executivo para que elas fossem viabilizadas.

“A gente não pode colocar uma coisa para votar que depois não será executada e ai transformar o nosso orçamento, em uma peça de ficção, tipo um Frankenstein. Que a gente tenha esta sensibilidade e responsabilidade com a população”, defendeu Flavinho.

A vereadora Regina Cioffi por sua vez, afirmou que, infelizmente, o orçamento é sim, uma peça fictícia e que agora com as emendas se tornou ainda mais fictícia.

“Meus colegas Lucas e Tiago, UPA é somente verba federal. Votei, respeito, mas é algo que não vai acontecer. UPA na zona oeste eu sou super a favor, mas é federal e o município não vai poder fazer. A gente vota por respeito aos colegas”, afirmou regina.

Elaressaltou que na apresentação das emendas por parte dos vereadores não houve uma discussão, porque acaba virando algo político.

“Quero deixar minha tristeza. Recursos tirados da segurança, de encostas, pavimentação coloca a Câmara em uma situação complicada para quem analisa o orçamento, uma peça importantíssima e a gente vota por respeito, apenas por isso”, ressaltou a vereadora.

O vereador Lucas Arruda, por sua vez, respondeu que se o orçamento do município é considerado uma peça fictícia, ele não carrega a culpa e tem tranquilidade quanto ao trabalho realizado pelo legislativo.

“Eu não faço este controle. A culpa é de lá, do executivo, não minha. Estou no sexto ano de mandato e falo isso com convicção. Não existe planejamento na cidade para curto, médio e longo prazo. O prefeito acorda e pensa vou fazer isto hoje, vai fazendo, vai levando, tipo feijão com arroz”, afirmou. Lucas.

O vereador Tiago Braz disse que quando se coloca uma emenda como a da UPA, alguns levantam com questionamentos, como se fosse um absurdo, mas que não viu questionamento dos R$ 51 milhões para construção do Centro Administrativo, que inclusive já está em processo licitatório.