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A vereadora Dra. Regina, através do Deputado Federal Marcelo Aro (Progressistas), apresentou proposta de emenda individual no valor de R$ 100 mil para a ADEFIP (Associação dos Deficientes Físicos de Poços de Caldas). Vale lembrar que a ADEFIP assumirá à partir do dia 2 de agosto o atendimento e também o espaço da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) que por sua vez passará a oferecer capacitação aos profissionais.

Já o projeto da Dra. Regina que concede isenção de IPTU aos portadores de neoplasia maligna ou insuficiência renal crônica seguirá para a sanção do prefeito Sérgio Azevedo. Trata-se de um benefício temporário já concedido em diversas localidades do país. O benefício terá validade de um ano após o processo de análise podendo ser renovado dentro das condições especificadas pela lei.

Por indicação da Dra. Regina e do também vereador Tiago Braz foi realizada na tarde de quarta-feira (02) , na Câmara Municipal, a audiência pública sobre “Dependência Química com foco no Tratamento”, que contou com a participação remota da sub-secretária de Políticas sobre Drogas de Minas Gerais, Soraya Romina. “É um assunto extremamente delicado e complexo em todo seu aspecto. Nas últimas décadas diversas foram as mudanças ocorridas nos mais diversos setores da sociedade. Mudanças estas que, não raras vezes, resultaram em necessidade de adaptação e reaprendizado, causando incertezas e angústias as pessoas. Neste contexto, as pessoas e suas organizações familiares também sofreram os efeitos desta mudança. Indo desde os rearranjos familiares até a questão desta audiência que é a dependência química”, afirmou Dra. Regina na abertura da audiência.

Segundo ela, é preciso lançar um olhar sobre os impactos desta realidade sobre a família e da eficácia de ações empreendidas por entes públicos. Afirmou que é urgente e emergente compreender a relação entre a família e as diversas modalidades de dependência química e os tratamentos disponíveis.

A vereadora apresentou dados onde segundo a OMS a dependência de álcool, tabaco, cocaína, maconha, anfetaminas e de psicotrópicos consome 10% do PIB relacionado com gastos em hospitais, acidentes de trânsito e no trabalho por causadas drogas ilícitas e lícitas. No mundo a indústria da droga movimenta mais de US$ 400 bilhões por ano e estima-se que existam 180 milhões de usuários de drogas no planeta.

“Com certeza este número está subestimado. O Brasil perde anualmente bilhões com gastos relacionados a dependência química, recurso que poderia ser empregado com melhor eficiência, inclusive no tratamento dos dependentes químicos. O tratamento multidisciplinar eficiente para o dependente e seus familiares, que são co-dependentes através de políticas públicas eficientes não observamos neste país, como se esta doença não existisse, e digo, federal, estadual e municipal”, garantiu a vereadora que é médica, acrescentando que pesquisas indicam que 22,8% da população do Brasil consome drogas e que 20 mil brasileiros morrem todo ano em virtude do consumo de entorpecente ou crimes relacionados ao tráfico.