Há um equívoco nas discussões sobre o transporte coletivo em Poços de Caldas que deveria ser objeto de reflexão, principalmente do Legislativo Municipal. Coloca-se muito em pauta a concessionária e o foco principal acaba por ser desviado, que seria analisar o Sistema de Transporte Coletivo, de responsabilidade da Prefeitura.

A maioria das cidades do país enfrenta graves problemas para dar continuidade nesse serviço essencial para a população, principalmente no atual momento, quando as restrições impostas pela pandemia resultaram em uma imensa queda no número de passageiros transportados, causando o desequilíbrio econômico-financeiro do Sistema.

Aqui em Poços, a tarifa ainda é a única responsável pelo pagamento integral dos custos operacionais do transporte, o que tem se mostrado inexequível, sendo que a atual concessionária amargou um prejuízo, segundo balanço publicado pela empresa em 2020, de cerca de R$ 9 milhões. Assim, a pergunta é: Como oferecer um transporte coletivo eficiente e de qualidade para a população, com uma tarifa justa e ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, ou seja, mantendo as operações da concessionária? A resposta parece ser a concessão do subsídio, solução já aplicada no mundo todo e em centenas de municípios brasileiros, ressaltando que o subsídio não é concedido para a concessionária, mas para o usuário do transporte coletivo.

Apenas como exemplo, em São Paulo, se não houvesse o subsídio, o usuário do transporte coletivo pagaria R$ 7,60 ao invés dos atuais R$ 4,40. Em discussão.