E a INB?

Não tem como, diante da tragédia de Brumadinho (mais uma), não lembrar do enorme lago de rejeitos de minério construído por escavação, que a Alcoa mantém em área próxima à sua desativada fábrica de alumínio na zona sul, além do depósito de rejeitos nucleares que a INB conserva em um barracão no complexo desativado no Campo do Cercado.

A direção da Alcoa tranquiliza a todos dizendo que faz monitoramento permanente do lago de rejeitos. Tudo bem, mas sempre existe o risco, enquanto que em reportagem publicada nesta segunda-feira, o jornal O Tempo cita as populações de cidades que correm riscos com barragens de rejeitos de mineração e entre elas está Caldas, por causa da INB que em caso de um desastre, contaminaria também as bacias dos rios que abastecem rios e reservatórios de água em Poços.

A promessa de que a indústria iria investir milhões no Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) e também de transferir para outro local as toneladas de rejeitos radioativos continua sem solução. Um bom tema para os vereadores que se preocupam com o meio ambiente levantar, no reinício dos trabalhos legislativos.

Ontem, nas redes sociais, a ex-vereadora Regina Cioffi que sempre batalhou por um acompanhamento mais efetivo das instalações da INB, lembrou que a empresa na área do no Planalto de Poços de Caldas, tem o dever ético e ambiental de tirar da gaveta o Plano conceitual do PRAD e torná-lo exequível. Agravos ambientais podem acontecer e os homens são impotentes diante disso, disse ela.

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