Sobre a denúncia de pagamento de férias aos agentes políticos, Paulo Tadeu afirmou que apesar de ser uma prática antiga, ela não pode continuar, porque moralmente não está correta e que, até duvida que esteja do ponto de vista legal. “Por que um trabalhador recebe dobrado umas férias? Porque não tirou no período correto. Quem dá as férias é o patrão, no caso é o município e quem representa o município é o prefeito. Aí o prefeito não dá férias para ele mesmo e ele mesmo cobra as férias em dobro”, afirmou o ex-prefeito e ex-vereador.

Paulo Tadeu disse ainda que soube que o secretário de governo justificou o pagamento afirmando que o“trabalha muito”, mas isso não é só ele. “Os trabalhadores da saúde trabalham muito, os professores trabalham muito, os auxiliares de serviços gerais trabalham muito, dos serviços públicos, obras, parques e jardins, da cultura, turismo, esportes, todo mundo trabalha demais e quando vai vencer o período de férias eles são chamados no RH e são obrigados a tirar férias. Esta desculpa não cola e realmente precisa ser apurado e colocado um cobro nisto, independente de quando começou”, defendeu o petista.

Na resposta encaminhada ao legislativo pelo Promotor Sidnei Boccia, ele cita os anos de 2001/2002 quando o Ministério Público abriu investigação para apurar irregularidades no recebimento de benefícios instituídos no decorrer do mandato, recomendando a devolução dos recursos recebidos, o que foi acatado pelos vereadores. O prefeito da época, Paulo Tadeu e seus secretários não foram incluídos na ação porque não se beneficiaram da lei.