Atendendo convite formulado pela Câmara Municipal, o diretor superintendente do Hospital da Santa Casa, Luis Ricardo Barbério de Souza e Sá, participou da sessão ordinária de ontem para fazer um balanço dos últimos 12 meses de atividade da instituição. “A Santa Casa está muito envolvida com o processo da pandemia, porque é o baluarte do SUS na cidade e temos vivido dias bastante conturbados por conta disso”, afirmou o diretor.

De acordo com ele, chegou na Santa Casa exatamente no dia em que foi decretada a pandemia no Brasil, 16 de março de 2020, e logo pela manhã já tinha, junto com outros gestores de saúde, uma reunião agendada com o secretário de Saúde, Carlos Mosconi. “Minha vida deu uma guinada muito grande, porque eu vi que todo um planejamento que eu tinha para a Santa Casa ia por água abaixo por causa da pandemia”, disse. Lembrou que mesmo com a pandemia, na primeira semana de maio foram demitidos 200 funcionários, porque a folha de pagamento era muito alta. Havia 158 leitos ativos que subiram para 180, ficando 3,2 funcionários por leitos e mesmo assim o hospital não perdeu a qualidade de assistência.

“Temos problemas raiz. Somos muito bons em muitas coisas, mas em outras estamos precários e isto requer um trabalho de longo prazo”, disse o diretor, acrescentando que os funcionários estão cada vez mais aderindo a um novo processo de trabalho, embora dentro da classe médica exista ainda uma resistência a mudanças, mas que está sendo absolvida aos poucos pelos médicos.