Democratas quer a vice

Se o prefeito Sérgio Azevedo decidir tentar mesmo a reeleição (ele diz que é uma tendência), a escolha do vice, segundo declaração feita pelo presidente do DEM, Tiago Cavelagna, no programa “Poços em Debate”, desta segunda-feira, ficará com os Democratas que na eleição passada já abriu mão da vice para o Rede do professor Flávio Faria.

Cavelagna deixou claro que desta vez, em sendo o prefeito candidato à reeleição, o partido não abrirá mão da vaga e caso Sérgio desista da candidatura, o DEM lançará candidato próprio para o comando da Prefeitura.

Ou seja, de um jeito ou outro, o DEM na eleição do ano que vem quer deixar de ser apenas coadjuvante e voltar a condição de protagonista.

 

Em alta

O noticiário político desta quarta-feira informam que em Minas Gerais, existe uma forte tendência de crescimento do DEM na próxima janela partidária, quando os políticos detentores de mandatos poderão mudar de legenda sem serem prejudicados.

Na avaliação dos comentaristas polítcos, ao desempenho de Rodrigo Maia na presidência da Câmara Federal e de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, ambos do Democratas estão levando muitos prefeitos e vereadores, principalmente do PSDB e do MDB a se filiar na legenda para fugir do desgaste das duas siglas em cujas fileiras estão políticos tradicionais envolvidos em denúncias de corrupção.

O desgaste dos tucanos e emedebistas podem fortalecer ainda mais o Democratas em Minas que tem na presidência o senador Rodrigo Pacheco. As coisas podem não ser diferentes em Poços, segundo informação do próprio presidente da sigla, Tiago Cavelagna.

 

Novos rumos

Com a decisão do Democratas, quem fica fora do jogo pelo comando do executivo é o grupo do Rede Sustentabilidade que terá que suar a camisa para manter pelo menos uma cadeira no legislativo. Se o prefeito for vitorioso na disputa por um segundo mandato ainda pode sonhar com uma ou outra secretaria.

O problema é saber se o pessoal do Rede continuará como aliado ou se buscará novos rumos, fazendo coligação para a chapa majoritária com outras candidaturas. Sobre esse assunto o ex-prefeito Eloisio Lourenço insiste em dizer que “a facada será profunda e dolorida”. Deve saber o que pode vir pela frente.

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