A médica Andrea Almeida Magalhães, que defende o tratamento precoce da Covid-19, utilizando medicamentos não comprovados cientificamente para combate ao coronavirus esteve na Câmara Municipal para uma palestra aos vereadores e ao público em geral, ocasião em que afirmou que se esse tipo de tratamento tivesse sido aplicado nos pacientes que testaram positivo e tiveram o estado de saúde agravado, sendo internados nos hospitais, cerca de 70% das mortes registradas nos hospitais da rede pública e privada no município teriam sido evitadas.

A declaração da médica teve ampla repercussão, inclusive nos órgãos de imprensa e redes sociais. Como consequência, foi protocolada contra Andrea, no Ministério Público, pelo médico Eduardo Januzzi, assinado também por outros profissionais que atuam na linha de frente para tratamento de pacientes contaminados pelo coronavirus, uma representação, por meio dos advogados Oliveira A. F. Dourdin e Guilherme V. de Magalhães, em que é solicitada a análise das declarações feitas pela médica para posterior ação penal.

“Ao agir desta forma, a médica em questão atribui aos médicos representantes, que estão atuando na linha de frente do combate sério à doença no nosso Município, nos hospitais de campanha e UTIs especializadas, as mortes que – caso fossem verdadeiras as elucubrações – poderiam ter sido evitadas, expondo-os de maneira totalmente inescrupulosa e inadequada, prejudicando o trabalho desempenhado até o momento”, diz o autor da representação, acrescentando não há qualquer fundamento ou evidência científica para a apresentação de um dado inescrupuloso como este – redução de 70% das mortes – que não tem relatos precedentes até mesmo para quaisquer outras doenças. Acesse o link abaixo para ler a representação na íntegra.

Representação – MPMG