Decisão precipitada

A decisão do diretório local do PSDB, que mantém o comando da prefeitura, em encaminhar ofício a direção nacional do partido exigindo o afastamento imediato de forma voluntária, ou a expulsão do deputado federal, Aécio Neves, não foi uma boa e pode ser considerada como uma pisada na bola do diretório, principalmente da ala jovem que teria pressionado a direção da legenda para o encaminhamento da nota oficial ao presidente nacional do partido, Geraldo Alckmin.

Claro que se ficarem comprovados os atos de corrupção praticados pelo ex-senador, ele deve arcar com as consequências dos seus atos, recebendo a punição que merece. O problema é que até no momento não existe condenação e Aécio acaba de ter um dos seus processos arquivados pelo TJMG. Outros estão em andamento.

A iniciativa do diretório pode acarretar em problemas para o prefeito Sérgio Azevedo em Brasília onde o deputado possui muitos amigos e mesmo aqueles que se sentiram prejudicados pelas denúncias contra o tucano, não devem ter ficado satisfeitos com os termos da nota redigida pelo diretório de Poços.

Como a maior estrela do partido em Poços é o ex-deputado e atual secretário de saúde do município, Carlos Mosconi, com certeza a culpa vai recair sobre as suas costas. No dia da reunião do diretório ele estava em viagem pelo exterior quando e não participou da decisão da qual se mostra radicalmente contra por entender como sendo uma iniciativa precipitada do diretório.

Mesmo sem ter culpa no cartório, dá para imaginar o constrangimento do ex-deputado quando se encontrar com seus companheiros da velha guarda do PSDB, partido do qual é um dos fundadores. A impressão é que os tucanos de Poços tentaram, através da divulgação da nota oficial, passar a impressão de que nunca foram companheiros do deputado e ex-governador, que por sinal, durante sua gestão ajudou muito a cidade.

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