De volta ao passado

Após o sucesso no programa “Poços em Debate”, onde alcançou 10 mil acessos, e da pesquisa feita pelo Grupo Cioffi de Comunicação, onde aparece em primeiro lugar na preferência do eleitorado para a sucessão municipal, o ex-prefeito Eloisio Lourenço reapareceu nas mídias sociais e já desfila pela cidade como postulante a um segundo mandato na prefeitura.

Com as contas dos quatro anos aprovadas pelo Tribunal do Estado e também pela Câmara, o ex-prefeito bate bumbo e desafia seus adversários a provar uma série de denúncias que foi levantada contra ele durante o exercício do mandato e demonstra confiança absoluta que apesar de ter sido condenado em primeira instância pela contratação do escritório de engenharia Projeta, será inocentado na segunda instância, ficando livre de ter o nome incluído entre os prefeitos fichas sujas.

Até aí, tudo bem, mas isso não o isenta de ter feito um governo ruim, sem ter realizado nenhuma obra importante e ainda um desastre no controle das finanças municipais, mesmo com sua administração sendo beneficiada pelos R$ 200 milhões transferidos do grupo DME para cobrir rombo nas despesas de custeio.

Seu antecessor, Paulinho Courominas foi o primeiro a se utilizar de dinheiro transferido do DME para a prefeitura, isso porque foi no seu governo que ocorreu a desverticalização, com a consequente criação das empresas públicas de energia. Abriu a porteira para usar o dinheiro resultante do lucro e remuneração do capital para pagar dívidas do município.

Com a porteira escancarada pelo prefeito Eloisio agora chega a vez do prefeito Sérgio Azevedo se socorrer do dinheiro do DME para continuar tampando buracos nas contas da prefeitura, coisa que prometeu durante a campanha, não iria se repetir porque “quando a gestão é boa, o dinheiro aparece”.

E’ mais do que justo que o Município, acionista único, se utilize do lucro das para aplicar o dinheiro em benefício dos próprios consumidores, que afinal de contas, são os verdadeiros donos dessas empresas.

O que não é correto e aí os três prefeitos estão errados, é utilizar o dinheiro para cobrir rombo de má gestão financeira, por sinal, cada ano maior. Como na atual gestão tudo indica que essa falha não será corrigida, é bom que os pré-candidatos a assumir o comando do executivo municipal se preparem para durante a campanha apresentar um plano de governo real, não fictícios como os apresentados até agora. É preciso propor medidas sérias, concretas, para o reequilíbriodas finanças da prefeitura, sem o socorro do DME, cujo resultado financeiro precisa ser aplicado em obras que a cidade necessita e que estão prejudicando cada dia mais a população.

Assim como também não se deve socorrer de empréstimo, como essa administração vem fazendo, endividando cada vez mais o município e comprometendo seriamente os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que retém as parcelas referentes aos empréstimos contratados, além da dívida (cada vez maior) com o INSS pela falta de recolhimento da parte patronal.

O alerta vale para os futuros candidatos realmente comprometidos em recolocar a cidade no caminho certo, como era antes, quando as despesas estavam sobre controle e se gastava apenas o necessário, coisa de 80% da arrecadação com o custeio da máquina administrativa, sobrando 20% para novos investimentos. Aí sim, Poços voltará a ser Poços.

Hoje a prefeitura gasta mais do que recebe e o déficit mensal está cada mês mais alto, mesmo com a tal “gestão técnica”. Vai chegar uma hora em que nem as transferências de recursos do DME será suficiente para pagar o rombo, fruto de “indigestão” administrativa que já dura três mandatos.

Plano B

Segundo uma fonte ligada ao Partido dos Trabalhadores, ninguém no partido acredita que o ex-prefeito Eloisio possa deixar a legenda para se candidatar a um novo mandato. Na avaliação dos petistas ele só teria a perder abandonando uma legenda estruturada e com boa chapa de candidatos a vereador que naturalmente trabalhariam a seu favor.

Mas, segundo esta fonte, se isso vier a acontecer o partido já pensa em um plano b, que seria o lançamento para o comando do executivo do professor João Alexandre Moura, ex-secretário de Cultura na gestão do próprio Eloisio e que hoje responde pelo setor cultural na prefeitura de Machado.

João fez um bom trabalho em Poços onde mantém muitos amigos e com certeza seria uma opção com chance de vencer a disputa.

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