O caderno de Economia do jornal O Globo trouxe nesta segunda-feira uma entrevista com Edson Higo, diretor executivo da Danone Nutricia, que abordou questões relativas a pandemia, economia e vacinação. Sobre o efeito da alta do dólar neste momento de pandemia, ele afirmou que a fábrica de produtos à base de pó, que é a grande parte das vendas, está localizada em Poços de Caldas, mas tem ainda uma linha de líquidos feita no Brasil, mas por parceiros, e também uma linha de produtos importados e que a empresa sofreu na importação de produtos e com a falta das matérias-primas.

“Temos absorvido muito desses custos. Não dá para repassar tudo. É questão passageira com a qual temos de lidar”, afirmou. Ainda segundo ele, na medida do possível, a Danone tem transferido itens para a produção local e recentemente trouxe uma linha de produção de nutrição para idosos da Argentina para Poços de Caldas.

Questionado se a Danone vai comprar vacinas, Edson afirmou que a Danone, mundialmente, já disse que, onde for possível, vai sim, adquirir a vacina e imunizar seus colaboradores. “É óbvio que existe escassez de vacina. E não vamos furar fila. Não faz sentido pular na frente, vacinar colaboradores sabendo que existe um Plano Nacional de Imunização e que há núcleos prioritários. A pandemia sempre foi um problema da comunidade. Não é uma doença individual, é uma doença do sistema. Quando fazemos um lockdown, é também para proteger o sistema de saúde. Temos de proteger a sociedade. Não adianta achar que imunizando os funcionários da Danone vamos resolver o problema. Quando for possível e não afetar o plano nacional, vamos participar, com a doação de metade das doses ao SUS, o que faz total sentido”, garantiu.