* Com menos de sessenta dias de atividades, o Poder Legislativo que passou por uma renovação, onde onze cadeiras mudaram de dono retomou o protagonismo na politica local deixando o Executivo em segundo plano. Isso mostra que os eleitores estavam certos em promover a substituição da maioria dos vereadores que na legislatura passada não fizeram praticamente nada durante os quatro anos, permitindo que o executivo navegasse em águas calmas, sem ser incomodado.

* Muitos dos novos vereadores assumiram o mandato com garra e vontade de mostrar serviço para dessa maneira recuperar o prestígio que o Legislativo merece desfrutar junto à população. Deixaram de lado o comodismo do gabinete (com café, claro!) e estão indo pessoalmente atrás dos problemas que chegam até eles. Isso é bom.

* Ontem à tarde, uma comitiva formada por vereadores da oposição e situação se dirigiu até o Hospital de Campanha para uma inspeção de surpresa. Após a vistoria, vereadora, que também é médica, Regina Cioffi, afirmou que todos saíram satisfeitos porque o hospital está equipado e realizando um bom trabalho na assistência aos intectados pelo coronavirus.

* Como a oposição agora está mais forte e representada por um número maior de vereadores, quem sofre é o líder da bancada da situação, vereador Flávio Togni de Lima e Silva que tem sido acuado pelos oposicionistas e só atua na defensiva. E o que é pior, sozinho, sem apoio de nenhum outro vereador da base, alguns muitas vezes atuando até em apoio a bancada oposicionista.

* Com a experiência acumulada em outras legislaturas,a vereadora Regina Cioffi, além de apresentar bons projetos, tem adotado um estilo independente e conciliador, com intervenções importantes em defesa dos interesses da cidade. Aos poucos, com sua atuação vem conquistando o respeito e o apoio dos colegas de legislativo, abrindo espaço para consolidar a sua posição também de líder, ela que já foi inclusive presidente da Câmara.

* Fruto da inexperiência, no entanto, a mesa diretora cometeu um deslize ao utilizar o termo “cobrança” na notícia sobre o envio de documentação sobre indenização de férias para o Ministério Público. Deveria ter acionado antes a assessoria legislativa para levantar dados e fazer uma pesquisa sobre o tema. Se tivesse agido dessa maneira teria descoberto que o Promotor Sidnei Boccia já atuou no tema vinte anos atrás. Fez por merecer o puxão de orelhas do ilustre representante do Ministério Público.