* Uma vez que a concorrência pública para a concessão dos pontos turísticos continua enguiçada e existe dúvida quanto a legalidade no processo por envolver licitação em grupo onde estão inclusos patrimônios imóveis que são os pontos de passeio e o teleférico, equipamento de transporte por via elevada até o alto da serra onde está localizado o monumento ao Cristo Redentor, a administração municipal deveria analisar a possibilidade de desmembrar o processo.

* Poderia reunir numa mesma licitação o teleférico e o monotrilho, duas atrações turísticas que transportam pessoas e que em funcionamento seriam muito rentáveis financeiramente. Como o teleférico depende de pouco investimento para voltar a funcionar e se trata de um equipamento que rende um bom dinheiro todo mês, o concessionário poderia com este recurso reformar e colocar em funcionamento também o monotrilho. Com isso a prefeitura ficaria livre do presente de grego que recebeu dos antigos concessionários do monotrilho e a cidade ganharia com as duas atrações turísticas em funcionamento.

* Uma segunda licitação poderia reunir como objeto os pontos de passeio. E se a prefeitura quiser manter esses pontos de passeio o investimento será mínimo porque dependem apenas de manutenção, coisa que a prefeitura sempre se encarregou desde a construção dos pontos turísticos.

* Uma terceira opção seriam as parcerias que poderiam ser firmadas entre o poder público e interessados na exploração dos pontos turísticos, a começar pelo Véu das Noivas, onde existe interesse do empresário Marcos Carvalho Dias em transferir para o local o Zoo das Aves; no alto da serra as tratativas com a Unifal poderiam ser retomadas para a reativação do Observatório Astronômico e o antigo restaurante que seria transformado em Museu da Ciência. Quanto ao Recanto Japonês poderia ser entregue para a Associação Cultural e Recreativa Nikkey, formada por japoneses e que no passado demonstrou interesse em assumir o ponto turístico.

* Na verdade a solução do problema é simples, basta criatividade e alterar o projeto de Parceria Público Privada (PPP), que desde o primeiro ano da gestão do prefeito Sérgio vem patinando, sem sair do lugar. Ao contrário dos técnicos do BDMG que estão querendo cobrar R$ 500 mil pela elaboração do edital de concessão dos pontos de passeio, a tramite burocrático para terceirizar esses locais é simples, podendo ser elaborado pela própria Secretaria de Administração com orientação da Procuradoria Geral. Fica a sugestão.

* Para colocar a conversa em dia e falar principalmente de política, estiveram reunidos ontem à noite (foto), o vereador Douglas Dofu (DEM), seu sogro, o Promotor de Justiça, Glaucir Modesto e o coordenador regional do partido Novo, André Vilas Boas, pré-candidato a deputado estadual. Ao longo da conversa, com apoio do vereador, o representante do Novo aproveitou para convidar para ser seu companheiro de chapa, como candidato a deputado federal. Glaucir  prometeu que pensaria no assunto para avaliar o convite.