* Diante da execução de medida judicial que promoveu ontem a reintegração de posse das salas ocupadas pela Academia Poços-caldense de Letras e Associação Sul-mineira de Imprensa, na Casa dos Conselhos, algumas pessoas nas redes sociais saíram em defesa das duas entidades de classe que na verdade só foram despejadas porque diante do chamamento público para ocupação da propriedade pública, não se enquadraram nas exigências legais para continuar ocupando as salas.

* Apesar do drama que alguns tentaram encenar contra a medida, na verdade as duas entidades tiveram prazo mais que suficiente para desocupar as salas e até mesmo as chaves da sala ocupada pela Academia já tinham sido entregues para a Prefeitura. Cabe a entidade que representa a cultura, acima de tudo cumprir aquilo que a lei determina, assim como a ASI uma entidade hoje sem representação e que mantém na sua direção duas pessoas que se perpetuaram no comando.

* A Associação Sul-mineira de Imprensa é detentora de uma linda história de participação como representante dos veículos de comunicação tradicionais e foi fundada e dirigida por muitos anos por verdadeiros apaixonados pelo jornalismo da chamada velha imprensa, na qual destacamos, entre tantos outros o jornalista Décio Alves de Morais e o professor Gaspar Eduardo de Paiva Pereira, Isidoro Júnior, Odair Camilo além de outros que já passaram pelo comando da associação que no passado era respeitada e representava realmente a imprensa local e regional.

* Apesar da necessidade de se cumprir a determinação da Justiça, no caso da Academia Poços-caldense de Letras, a presidente tem razão quando reclama da falta de boa vontade do chefe do executivo em encontrar outro local para acomodar a entidade cultural. A prefeitura dispõe de muitos imóveis e se o prefeito ou até mesmo o secretário de governo tivessem um pouco de boa vontade teriam solucionado o problema antes da ação de despejo.

* Inspirado na aprovação do projeto de lei que tornou essencial a prática de atividades físicas e que só foi aprovada porque os professores da área se mobilizaram para “pressionar” os vereadores, Diney Lennon pretende fazer o mesmo com o projeto de lei que torna essencial também a educação, para que sejam retomadas as aulas presenciais.