* Para o vereador Tiago Braz existem incoerências nas medidas adotadas na onda roxa pelo governo de Minas, porque não é um lockdown e também não é abertura. “Além de não estar tendo efeito positivo na saúde, está prejudicando a economia da nossa cidade”, afirmou. Para Tiago, o governador deveria fazer um lockdown efetivo, como no ano passado com duração de 15 dias, que é o período em que a doença pode ser transmitida, para realmente baixar todos estes números da Covid no estado, ou então deixar os comerciantes trabalhar em sistema de rodízio,“senão vamos ter falidos e falecidos juntos”, disse o vereador.

* Na sessão ordinária de terça os vereadores apresentaram quatro moções de apelo, a primeira delas para o governador Romeu Zema Neto para que reconheça a prática de atividade física e do exercício físico, ministrados por profissional de educação física, como essenciais; ao Governo Federal para que sejam retomados os investimentos no Programa Farmácia Popular e à Secretaria Municipal de Saúde para que considere a possibilidade de incluir na prioridade de vacinação contra COVID-19 os profissionais que atuam nas farmácias e drogarias, supermercados e demais estabelecimentos de comércio e de serviços relacionados como essenciais nesse período de pandemia.

* O deputado federal Fred Costa (Patriota-MG) apresentou na Câmara dois projetos de lei que buscam o reconhecimento dos animais como sujeitos de direitos com natureza jurídica própria. Um deles é mais abrangente, já que trata de animais como um todo, enquanto outro aborda apenas cães e gatos, mas com o mesmo objetivo. “Não tenho dúvidas, os animais têm sentimentos. Quem convive diariamente, sobretudo com os pets, pode observar isso, através das suas inúmeras manifestações de carinho”, disse o deputado.

* Para que os bate-bocas proporcionados pelos vereadores Tiago (Rede), Diney (PT) e Kleber (Novo) que envolveu até mesmo o assessor jurídico não voltem a se repetir, o corregedor da Câmara, vereador Roberto Santos (Republicanos), deveria se reunir com os três colegas e recomendar que episódios como este não se repitam. Afinal de contas, nos embates, o decoro parlamentar foi quebrado várias vezes, o que acaba prejudicando o Poder Legislativo como um todo.

* Tiago Braz já pediu desculpas pelo comportamento e justifica o nervosismo como sendo consequência dos ataques que recebeu durante toda a semana nas redes sociais, o que é uma verdade, embora não justifique o desequilíbrio emocional durante a sessão. Diz que o projeto de sua autoria que impõe multa para quem não estiver usando máscaras de proteção contra o Covid-19 e que foi retirado na sessão anterior, está pronto para ser reapresentado com as emendas propostas por outros vereadores.

* Mas, segundo Tiago, a chance de ele reapresentar o projeto de lei é mínima,próxima de zero. Se a proposta não voltar a ordem do dia o legislativo estará agindo corretamente por se tratar de uma proposta estapafúrdia, inexequível e que colocaria a fiscalização em situação difícil. A melhor saída é mesmo a conscientização através de abordagens de maneira educada e uma divulgação maciça no sentido de inibir as pessoas de saírem às ruas sem a máscara de proteção.