* As tratativas junto ao Governo do Estado e empresários interessados em implantar uma grande indústria em Poços de Caldas foram declaradas como o assunto prioritário na cúpula do governo municipal.  O esforço concentrado tem como objetivo principal engatar uma agenda positiva neste início de administração onde os fatos negativos estão desgastando a imagem do prefeito cujo capital politico acumulado na eleição (perdeu para as abstenções), é menor que na gestão anterior.

* Conforme lembra do Promotor de Justiça Dr. Sidnei Boccia, em sua resposta na Representação endereçada ao Ministério Público pelo Presidente da Câmara, vereador Marcelo Heitor, na legislatura 2001/2004, os vereadores da época aprovaram lei concedendo a eles próprios, ao prefeito, vice e secretários municipais, benefícios sociais como o 13.o salário e férias. O Ministério Público representado pelo mesmo Promotor, ajuizou ação contra a medida que acabou sendo considerada ilegal pelo fato de os benefícios aprovados terem sido concedidos na mesma legislatura.

* Os vereadores que tinham se beneficiado da lei acabaram devolvendo o dinheiro recebido aos cofres públicos, enquanto que o prefeito da época, Paulo Tadeu foi orientado pelo advogado João Monteiro, que respondia pela Procuradoria Geral do Município, a não se utilizar os benefícios, assim como os secretários, porque entendia que a lei aprovada pela Câmara era ilegal. E era, tanto assim que os vereadores se viram obrigados a devolver o dinheiro.

* A eleição para a Câmara de Vereadores e em seguida a escolha dos membros da mesa diretora parecem ter deixado sequelas na base da bancada do prefeito. Tanto assim que o comportamento já demonstrado pelo vereador Ricardo Sabino (PSDB) em seus pedidos de informações, e do pastor Wilson (DEM) mostra que o alinhamento com o executivo não é prá valer.

* Embora não confesse publicamente, Wellington Guimarães (DEM), também não anda falando a mesma língua do partido e muito menos do presidente da legenda Tiago Cavelagna. Quem sofre com isso é o líder da bancada, vereador Flávio Togni de Lima e Silva (PSDB), que na verdade não tem a quem liderar. E’ a chamada bancada do eu sozinho.