* Assim como aconteceu nas eleições municipais, na próxima, para deputado estadual e federal, as coligações partidárias também estarão proibidas, uma alteração que pode dificultar ainda mais a eleição de candidatos dos partidos menores, como por exemplo os da Rede Sustentabilidade. Marina Silva, a estrela maior da legenda, em entrevista recente já adiantou que não será mais candidata a presidente e que o seu partido também não fará nenhuma fusão com outra legenda, podendo apoiar Ciro Gomes, do PDT, na disputa presidencial.

* Puxando o assunto para o campo municipal, isso significa que além de não poder contar com recurso do fundo partidário, para eleger deputados a Rede terá que somar votos suficientes para alcançar o quociente eleitoral. Como perdeu a eleição para prefeito e está sem mandato, Flávio Faria, que foi vice na gestão passada, pode estar preparando o desembarque da Rede, junto com o seu grupo, para quem sabe, se filiar ao PSD, legenda que esteve com ele na frustrada tentativa de se eleger prefeito.

* Isso talvez explique uma mensagem postada no grupo de whatsapp da Rede por um filiado que diz estar deixando o partido por estar decepcionado com atitudes de algumas lideranças da legenda. Como ele é ligado ao professor Flávio Faria, pode ser um sinal de que o ex-vice, conhecido pelo apelido de mão-de-veludo, pode estar arrumando desculpa para desembarcar da Rede para se filiar ao PSD, legenda pela qual se lançaria candidato a deputado estadual em 2022, com apoio do deputado Cássio Soares, da mesma legenda, que tem sua base eleitoral na região de Passos e que nesse caso tentaria vaga na Câmara Federal.

* Mesmo sofrendo uma certa pressão por parte doaeu partido (DEM) e até do executivo, por meio de uma ocupante de cargo de confiança, o jovem vereador Douglas Dofu tem adotado postura independente no legislativo, fazendo aquilo que entende ser o certo, sem se importar com as amarras ideológicas e de governo. Quando uma proposta é boa, mesmo partindo de colegas de oposição ele não nega apoio e tem até feito algumas visitas em companhia de vereadores cujas legendas não estão alinhadas ao governo. Nesses primeiros meses de mandato sua atuação fez por merecer os elogios que vem recebendo.

* Quem anda sumido do noticiário é o vice-prefeito Julio de Freitas, mas por um bom motivo. Está cumprindo com determinação a missão que lhe foi confiada pelo prefeito Sérgio que é o de gerenciar as secretarias executivas da máquina pública municipal onde nada acontece sem que ele seja informado. A última palavra em todas as ações é sempre dada por ele.

* Quanto não vale a propaganda de Poços de Caldas que a Caldense, com sua excelente participação no campeonato mineiro tem conquistado nos principais veículos de comunicação regional, nacional e até mesmo internacional? Sem dúvida, o clube, através do seu futebol profissional é hoje o principal marketing publicitário de Poços e deveria merecer maior atenção por parte do executivo, principalmente da secretaria de turismo, que anda batendo bumbo porque conseguiu a promessa de que a CVC, agência de viagens, vai incluir o nome de Poços na propaganda dos seus futuros roteiros turísticos, mesmo assim, só quando acabar a pandemia.

* A julgar pelos números dos boletins do coronavirus, publicados diariamente pela prefeitura, até agora as restrições impostas pela onda roxa não surtiram efeito. Pelo contrário, o número de casos vem aumentando a cada dia e além da ocupação de 100% dos leitos, 750 pessoas que testaram positivo para o vírus, estão supostamente em isolamento domiciliar, muitos deles sem monitoramento por parte da secretaria de saúde e sem saber ao certo qual o medicamento que devem tomar para evitar o agravamento da doença. Dá até a impressão de que as autoridades municipais estão perdendo o controle da pandemia, embora o prefeito insista na tese de que Poços continua numa situação privilegiada.