Curtas

* Passada a euforia pela vitória, o andar de cima da casa amarela vive agora momentos de tensão diante de medidas necessárias, urgentes e inadiáveis, que por serem desgastante podem queimarparte do capital político conquistado pela reeleição do atual prefeito. Reajuste (3,95%) no preço da energia elétrica, reajuste na tarifa do transporte coletivo mais subsídio e aumento no preço da água tratada são algumas das medidas a serem adotadas antes do final do ano.

* Valendo lembrar que embora a reeleição tenha sido conquistada com expressiva margem sobre os demais adversários, ela não teve o tamanho necessário para acumular gordura suficiente para ser queimada com medidas popularmente antipáticas junto à população.

* Senão vejamos: o prefeito foi eleito com 30 mil votos diante de um colégio eleitoral com 118 mil eleitores, ou seja, somando abstenções, votos brancos e nulos e votos dos adversários, quase 90% dos eleitores não votaram pela reeleição. A distância fica maior ainda quando o número de voto recebidos nas urnas pelo eleito é comparado com a população de 167 mil moradores, segundo os últimos dados do IBGE.

* Decepcionada com o PT, pelo que se ouve da vereadora Maria Cecilia Opipari, a “Ciça”, não será surpresa se em breve ela deixar a legenda para se filiar em outro partido, mesmo figurando como suplente do único vereador eleito pelo PT na eleição do dia 15. A vereadora que teve a candidatura a prefeita boicotada pelos colegas dá mostras de que se sente incomodada em permanecer na legenda.

* Através do setor de fiscalização a prefeitura precisa tomar providências urgentes e necessárias contra proprietários que deixam animais soltos próximos a rodovias. Na madrugada de ontem, em meio a espessa neblina, dois cavalos desfilavam, pela pista da Avenida Alcoa e por muito pouco não provocaram um grave acidente envolvendo uma moradora do conjunto que se dirigia ao trabalho dirigindo o próprio carro.

* Com uma série de problemas para resolver, principalmente aqueles que não tiveram solução nesse primeiro mandato, Sérgio Azevedo deve dedicar mais tempo aos problemas internos, agilizando o funcionamento da máquina administrativa. Por esse motivo, o vice, Tio Júlio, que não vai ocupar nenhuma secretaria, é quem deve receber a incumbência de coordenar a parte política do governo, junto com o secretário de governo Celso Donato.

* É quase certo que Carlos Mosconi não retorne para o posto de secretário de saúde em janeiro. Por esse motivo não será surpresa se o ex-adjunto e agora vereador eleito, Flávio Togni de Lima e Silva, assumir o posto, agora na condição de titular. Caso isso aconteça, quem assume a vaga dele na Câmara é o primeiro suplente AlvaroCagnani.

* Na próxima sexta-feira, dia 26, termina o contrato emergencial firmado entre a Prefeitura e a empresa concessionária do transporte coletivo. Um impasse entre as partes está elevando a temperatura no andar de cima da casa amarela. Duas questões estão colocadas sobre a mesa de negociação: subsídio e reajuste da tarifa. O que faz prever fortes emoções no decorrer da semana.

* Nos bastidores empresários da construção civil e donos de loteamentos se movimentam no sentido de convencer o prefeito a proceder a troca de comando na Secretaria de Planejamento. A preferência dos empresários é para que a pasta seja dirigida por alguém fora do quadro de servidores.

* Desde que as urnas confirmaram a sua eleição para vereador, o jovem Douglas Dofu filiado ao DEM dedica boa parte do tempo para se atualizar sobre a geopolítica local. Estuda também a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara e tem como conselheiro seu sogro, o promotor Glaucir Modesto.

* Não é aconselhável convidar para o mesmo culto os vereadores eleitos pastor Wilson (reeleito) e Wellington Guimarães (Paulista). Desde a campanha, os dois evangélicos vêm se estranhando e o pastor Wilson já não esconde o descontentamento pela “invasão” de território feita pelo futuro colega de Câmara.

* Nada menos que 12 sessões solenes estão programadas para ser realizadas pela Câmara Municipal antes do encerramento desta legislatura. Até no dia 22, próximo ao Natal estão agendadas essas sessões que servirão também para despedida dos onze vereadores que estão deixando o Poder Legislativo.

* Pela terceira vez o PSB bate na trave e não consegue eleger vereador. Em 2004 o atual vereador e candidato a reeleição, Paulo Eustáquio teve mais de 2.000 votos e não se elegeu porque o partido para o qual tinha se transferidonão obteve o quociente eleitoral. Em 2012 a também vereadora e candidata à reeleição, Ciça, fundadora do PSB no Município, não se reelegeu porque a legenda se aventurou numa candidatura majoritária frustrada sem fazer coligação proporcional.

* Nesta eleição, em que pese o PSB não ter chegado aos dois dígitos na eleição majoritária, pelas novas regras, poderia ter colocado um representante na Câmara Municipal. Pelas novas regras, dentro da “segunda camada”, para se conhecer os eleitos através quociente partidário o PSB teria direito a uma vaga, porém o mais votado Renato Montovani somou apenas 401 votos e dentro das novas regras existe a exigência que o candidato para ser eleito tenha somado no mínimo 10% dos votos do quociente eleitoral, neste caso, 448 uma vez que o quociente ficou em 4.480 votos.

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